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Mensalão mineiro

Esquema foi descoberto em 2005 durante a apuração sobre o mensalão do PT no Congresso

15 de fevereiro de 2014 | 11h 12
Estadão Acervo

Em 2005, pouco depois de o então deputado federal Roberto Jefferson revelar a existência de um esquema de suborno de parlamentares com dinheiro público para aprovar projetos de interesse do governo do presidente Lula - o escândalo do mensalão - , veio à tona a denúncia de que, em 1998, a campanha à reeleição do então governador tucano de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, havia desviado R$ 3,5 milhões (ou R$ 9,3 milhões em valores atualizados) de duas empresas estaduais, Cemig e Copasa, além do antigo banco oficial Bemge. A partir daí, o esquema ficou, então, conhecido como 'mensalão mineiro'.

O Estado de S. Paulo - 28/7/2005

Ouvido na CPI dos Correios, o senador Eduardo Azeredo, negou envolvimento com Marcos Valério e atribuiu a um assessor, Cláudio Mourão da Silveira, o caixa 2 de sua campanha de 1998.


O Estado de S. Paulo - 3/8/2005


Em agosto de 2007, em entrevista ao Estado, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou que "a decisão de implantar o esquema coube aos integrantes da cúpula do Estado de Minas Gerais e da campanha pela reeleição: Eduardo Azeredo, Walfrido dos Mares Guia, Cláudio Mourão e Clésio Andrade”. De acordo com a denúncia, o crime de peculato teria sido cometido sete vezes e o de lavagem de dinheiro, seis vezes. O Ministério Público Federal acusou o senador e outros políticos investigados de terem montado e gerenciado um suposto esquema de caixa 2 durante a campanha à reeleição. A denúncia foi instruída por laudos e relatórios, dentre os quais o documento final da CPI dos Correios.



O Estado de S. Paulo - 30/8/2007


Tucanos defendem Azeredo - Em setembro de 2007, um dia depois de ter dito que a campanha na qual foi acusado de se envolver com o chamado mensalão mineiro era a mesma do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição, Azeredo foi socorrido por uma mobilização tucana que saíram em sua defesa. A ofensiva contou com o engajamento do governador José Serra, do ex-governador Geraldo Alckmin, do presidente do partido, senador Tasso Jereissati, e do líder no Senado, Artur Virgílio.

A ação penal contra Eduardo Azeredo foi recebida pelo Supremo em novembro de 2009. Na ocasião, o lobista Nilton Monteiro afirmou ao Estado que o empresário Marcos Valério participara pessoalmente da elaboração das planilhas de caixa 2 que deram origem à investigação do mensalão mineiro. Monteiro foi o responsável por abastecer a Polícia Federal e o Ministério Público com documentos que levaram à denúncia contra o senador Eduardo Azeredo PSDB-MG) por participar do esquema.

O Estado de S. Paulo - 13/11/2009

A ação que tramita no Tribunal de Justiça do Estado foi recebida formalmente em 2010. No inquérito, a lista com os nomes de 10 réus, entre eles Marcos Valério, que foi condenado e preso no julgamento mensalão, e o ex-ministroWalfrido dos Mares Guia.

O Estado de S. Paulo - 26/2/2010

A primeira condenação - O ex-diretor do Banco Rural Nélio Brant Magalhães foi condenado pela Justiça Federal em MG a nove anos e nove meses de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta e gestão temerária de instituição financeira.


O Estado de S. Paulo - 27/9/2013



Já o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia completou 70 anos em novembro de 2012 e se livrou de qualquer pena por envolvimento no esquema. A decisão a seu favor foi anunciada em janeiro, pela juíza Neide da Silva Martins.

O Estado de S. Paulo - 24/11/2012

Titular, durante o governo Lula, do Turismo e depois de Relações Institucionais, e vice-governador na gestão de Eduardo Azeredo em Minas, ele era acusado de peculato e formação de quadrilha. "Ponho a mão no fogo por Azeredo", afirmou em entrevista ao Estado em 2007.

O Estado de S. Paulo - 30/9/2007


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