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O dia em que Paris deixou de ser a capital francesa

Há 100 anos, avanço alemão forçou governo a deixar a cidade; Bordeaux se tornou a nova capital

03 de setembro de 2014 | 10h 57
Liz Batista



Bombardeio alemão causa uma explosão de gás em rua de Paris,em setembro de 1914.
Reprodução/Revista L'Illustration

Diante do rápido avanço das forças alemãs no início da Primeira Guerra, o governo francês deixou Paris em 3 de setembro de 1914. Após assegurar a defesa da cidade por todos os meios possíveis, o governo foi realocado para Bordeaux. O presidente Raymond Poincaré e seus ministros deixaram a capital na manhã daquele dia. Naquela tarde seguiram viagem os membros do Senado, Câmara dos Deputados, Suprema Corte, juntamente com todas as reservas pertencentes ao Banco da França. A cidade já havia sentido a ameaça alemã se aproximando com os bombardeios aéreos sofridos dias antes.


O Estado de S.Paulo - 04/9/1914

 

A transferência foi comunicada através de uma proclamação ao povo francês. O documento, transcrito no Estado de 4 de setembro de 1914, dizia que a situação impunha “ao presidente da República e ao governo uma dolorosa decisão”. Para “velar pela salvação nacional”, os poderes públicos deveriam “deixar temporariamente Pariz sob o comando do eminente chefe do exército”. A proclamação também reforçava a convicção dos franceses na vitória, “obteremos a victoria final pela obstinação e pela tenacidade. A nação quer viver, e não recua diante de todos os soffrimentos e sacrificios, porque está certa de vencer!” 

O Estado de S.Paulo - 04/9/1914


 

Paris se prepara para o cerco. No dia seguinte, Paris já estava sob a autoridade do general Gallieni. Providências foram tomadas para reforçar as defesas da cidade. Foram abertas trincheiras e os edifícios situados na zona militar de defesa foram demolidos para não prejudicar o campo de fogo. Metralhadoras foram posicionadas para guardar os edifícios públicos. Os portões da cidade foram reforçados com pesadas paliçadas sustentadas por sacos de areia. Nas quadras vizinhas foram erguidas barricadas. As ruas estratégicas foram obstruídas por arame farpado. Com o exército alemão a menos de 40 km de Paris, a tomada da cidade parecia inevitável. Mas, uma contraofensiva relâmpago, conduzida por forças francesas e britânicas ao longo do rio Marne, os forçou a recuar para o norte. Afastada a ameaça iminente à cidade, o Parlamento da França retomou suas atividades em Paris em 22 de dezembro de 1914.



Retrato do general francês Joseph Simon Gallieni, publicado na L'Illustration de setembro de 1914. 



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