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Graciliano Ramos

Graciliano Ramos de Oliveira
27/10/1892, Quebrangulo (AL) – 20/3/1953, Rio de Janeiro (RJ)

O primogênito de uma família de 16 irmãos passou sua infância entre cidades de Alagoas e o sertão de Pernambuco. Aos 11 anos, publica seu primeiro conto, “Pequeno Pedinte”, no jornal do internato onde estudava em Viçosa. Já morando em Maceió, publica sonetos e outros textos na revista carioca "O Malho", no "Correio de Maceió" e no "Jornal de Alagoas", escrevendo sob diferentes pseudônimos. Com apenas 18 anos concede sua primeira entrevista como escritor, para o mesmo jornal. Em 1914, muda-se para o Rio de Janeiro para trabalhar como jornalista e, durante um ano, trabalha como revisor no "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século", e escreve para o jornal fluminense "Paraíba do Sul" e para o "Jornal de Alagoas" – cujos textos foram compilados na obra póstuma "Linhas Tortas" (1962).

Nos cinco anos seguintes, a vida pessoal atribulada lhe impede de colaborar nos periódicos. Retorna a Alagoas motivado pela morte de três irmãos e um sobrinho, vitimados pela peste bubônica, e ali se casa com Maria Augusta de Barros. Durante esse período em que permaneceu em Alagoas, assiste ao nascimento dos quatro filhos e à morte da esposa em decorrência de complicações no último parto. Começa a colaborar com o semanário "O Índio" e, em 1925, a escrever seu primeiro romance, "Caetés" (1933). Casa-se pela segunda vez, com Heloisa Leite de Medeiros, com quem tem outros quatro filhos. Ingressa na vida política, tendo sido eleito prefeito de Palmeira dos Índios (AL), mas nunca termina seu mandato. A qualidade literária de um relatório de prestação de contas do município que Graciliano enviara ao governador de Alagoas chama a atenção do editor Augusto Frederico Schmidt, que procura o escritor para publicar seus textos.

Durante a década de 1930, trabalha como diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública de Alagoas, e também como redator no "Jornal de Alagoas". Após a Intentona Comunista, durante o governo Vargas, torna-se preso político.  Permanece detido por dez meses, primeiro num quartel em Recife e posteriormente na colônia correcional da Ilha Grande. A traumática experiência, que abalou sua saúde, está retratada na obra póstuma "Memórias do Cárcere" (1953), depoimento autobiográfico incompleto, já que o escritor faleceu na época em que o escrevia. A prisão de Graciliano Ramos mobilizou muitos intelectuais, pois o escritor já era conhecido por suas obras "Caetés" (1933) e "São Bernardo" (1934), obra que apresenta esferas social, psicológica e estética de problematização. Ainda preso, consegue, com a ajuda de José Lins do Rego e outros amigos, publicar "Angústia" (1936), romance memorialista de tensão psicológica e social. No ano seguinte, é libertado. Faz, sob encomenda de um jornal argentino, o conto “Baleia”, baseado no sacrifício de um cachorro por seu avô. A partir daí, fez outros contos sob encomenda para o mesmo jornal. Tais contos irão formar os capítulos autônomos que compõem a mais famosa obra do escritor, "Vidas Secas" (1938), premiada pela Fundação Willian Faulkner e adaptada para o cinema pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos.

Na década de 1940 traduz "Memórias de um Negro", de Brooker T. Washington, e publica uma série de crônicas, contos e livros infantis, dentre eles o livro de memórias "Infância" (1945), "Histórias Incompletas" (1946) e "Insônia" (1947). Em 1945, a convite de Luis Carlos Prestes, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro. Cinco anos depois, traduz o romance "A Peste", de Albert Camus, e se torna presidente da Associação Brasileira dos Escritores.

Nos meses que precederam a sua morte, viaja pela União Soviética, Tchecoslováquia, Portugal e França. Os relatos da viagem, feita com a esposa, são publicados postumamente em "Viagem" (1954). Retorna ao Brasil gravemente doente, e após uma operação em Buenos Aires, falece alguns meses depois no Rio de Janeiro, vítima de câncer de pulmão. Suas obras forma traduzidas na França, Itália, Estados Unidos, Argentina, Tchecoslováquia, Alemanha e Uruguai. Seus romances, de tensão crítica e ação social, abordam o mal estar permanente do herói, que se opõe e resiste de modo agônico às pressões cotidianas – sejam elas da natureza ou do meio social.

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