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25 anos anos de eleições presidenciais

As campanhas, expectativas e os pontos marcantes de todas as campanhas desde 1989

05 de outubro de 2014 | 11h 00
Rose Saconi

Pela sétima vez, desde o fim do regime militar, o Brasil vai hoje às urnas escolher um presidente. Cada eleição deixou sua marca, sua história. Nestes 25 anos, as eleições e as campanhas políticas no Brasil mudaram, se adequaram a novas regras e a novas realidades. Muitos debates entre os candidatos foram decisivos e o marketing político foi ganhando cada vez mais força nas campanhas. Bocas de urna e showmícios foram proibidos e a internet e as redes sociais passaram a ser o canal de comunicação entre o candidato e o eleitor. Surgiram também as urnas eletrônicas que agilizaram a apuração, além da introdução da biometria. O Estadão registrou todos esses momentos e a expectativa de eleitores e candidatos no dia do voto. Veja como foram as campanhas desde 1989.

 

 

1989
 


15 de novembro - Depois de quase três décadas, o brasileiro volta às urnas para eleger de forma livre e direta seu presidente. O último a ser eleito dessa forma havia sido Jânio Quadros, em 3 de outubro de 1960. Desta vez, se apresentando como “o caçador de marajás”, o ex-governador de Alagoas Fernando Collor (PRN) liderou as pesquisas de intenção de votos desde abril e se transformou num fenômeno eleitoral. Venceu no segundo turno Luiz Inácio Lula da Silva

   
1994
 

3 de outubro - Luiz Inácio Lula da Silva era o favorito na disputa com Fernando Henrique Cardoso. No entanto, meses antes da eleição, foi lançado o Plano Real, com impactos imediatos sobre a inflação e o poder de compra da população. FHC foi um dos autores do plano como ministro da Fazenda de Itamar Franco – que tomou posse após o impeachment de Collor, em 1992. Assim, sua popularidade aumentou e ele ganhou as eleições no primeiro turno.
   

  

  


Sem festas e sem boca de urna. Uma evolução no processo eleitoral brasileiro foi a proibição, pela Justiça Eleitoral em 1994, das bocas de urnas no dia da eleição que abordavam o eleitorado nas proximidades dos locais de votação e deixava as ruas das cidades cobertas de 'santinhos' dos candidatos. O clima no dia das eleições também mudou, as discussões por preferências de candidatos e partidos saíram das ruas e migraram para as redes sociais em meio a posts de humor, fotos de refeições e desabafos pessoais. Foto: Luludi/Estadão

 

1998
 

4 de outubro - Pela primeira vez, o chefe do Executivo pôde disputar a reeleição. Fernando Henrique Cardoso venceu Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno, mas com uma margem de votos mais apertada do que previam as pesquisas. A grande diferença entre a votação e as projeções das pesquisas de opinião e, até mesmo, de boca de urna, levou o Tribunal Superior Eleitoral a defender a revisão pelo Congresso das regras de divulgação de pesquisas.                                                                       
   
2002


 6 de outubro - A disputa presidencial chegou indefinida até o final entre os principais candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Serra (PSDB), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS). Lula foi para o segundo turno com Serra e ganhou com quase 52 milhões de votos a eleição. O medo do mercado financeiro com a provável eleição de Lula foi dissipado com sinais do PT de que os fundamentos das políticas econômica e fiscal de FHC seriam mantidos.
   

 


Apuração. Antes da urna eletrônica a apuração era manual, fiscalizada por representantes dos partidos que acompanhavam a contagem voto a voto. A nova tecnologia facilitou o trabalho e deu agilidade na divulgação dos resultados. Foto: Norma Albano/Estadão

 

2006



1 de outubro - O Brasil chegou ao fim da campanha dividido. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) foram para o segundo turno com uma diferença pequena na margem de votos. Corrupção e escândalos marcaram as eleições. Lula foi perdeu pontos com a divulgação de fotos do dinheiro que seria usado na compra do dossiê Vedoin contra os tucanos Alckmin e Serra. Lula foi reeleito e assumiu com a promessa de fazer uma reforma política.                                                                
   
2010
 

3 de outubro - A grande surpresa da eleição foi Marina Silva (PV) que cresceu na reta final e chegou a quase 20% dos votos válidos, levando a eleição para um segundo turno, que foi disputado entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A campanha de Dilma – desconhecida até 2009 – foi impulsionada pela popularidade de Lula. Dilma foi eleita a primeira mulher presidente com 55% dos votos, sem nunca ter disputado antes uma eleição
   

 


 Debates. Tradição nos anos de eleições, os debates promovidos pelas emissoras de televisão ganharam com o passar dos anos mais organização, regras e novo formato. No início, os candidatos ficavam sentados lado a lado munidos com calhamaços de papéis com anotações e recortes de jornal. Os debates eram menos engessados e permitiam o embate entre os candidato como no de 1989, quando Maluf chamou Brizola de desequilibrado e Brizola devolveu com "Maluf, filhote da ditadura". Foto: Sérgio Amaral/Estadão

 

 
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