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A carreira dourada de Vanusa [1947-2020]: "Minha voz não vai morrer"

Cantora compôs, atuou e interpretou obra musical popular e requintada

08 de novembro de 2020 | 13h 48
Edmundo Leite - Acervo Estadão

Vanusa durante show em 4 de outubro de 1977

Vanusa durante show em 4 de outubro de 1977

Na pesquisa para recuperar antigas reportagens sobre Vanusa, que morreu na manhã deste domingo em Santos, um detalhe extra sobre o sucesso da cantora tornou mais lenta a seleção do material. Além do radar do jornal não captar a dimensão de artistas populares em alguns períodos, a menção a um jogador de futebol conhecido como Toninho Vanusa dominava o resultado das buscas na década de 1970, um dos períodos de maior sucesso da cantora, quando emplacou vários hits e foi até estrela da novela Cinderela 77 na TV Tupi. O motivo do apelido de Toninho: os vistosos cabelos loiros do atleta do Palmeiras e do Vasco, pois antes de Xuxa aparecer na década seguinte era Vanusa o ícone de cabelos dourados no imaginário dos brasileiros.

O apelido do jogador dá a dimensão de como, desde o seu surgimento nos anos 60, muitas vezes a imagem de Vanusa ofuscou o seu gigante talento vocal e interpretativo, como mostra algumas das reportagens selecionadas no Acervo Estadão. Entre elas, uma em que declarou à reporter Eliana Castro em 1991 o motivo de não se ligar a movimentos musicais e o que a movia naquele momento: "Sou uma estrela solitária que tenta realizar o antigo sonho da imortalidade: tenho batalhado para não cair no esquecimento. Minha voz não vai morrer."

>> Estadão 15/8/1991

Vanusa em busca da imortalidade em 1991

>> Estadão 24/9/1999

A vida de Vanusa num musical em 1999

>> Estadão 4/8/1979

Três momentos de Vanusa

Três momentos de Vanusa

>> Estadão 18/3/1986

"Cabelo não canta": Vanusa em 1986

>> Estadão 12/11/1999

Vanusa em 'Ninguém é Loura por Acaso" em 1999

Vanusa em 'Ninguém é Loura por Acaso" em 1999

>> Estadão 21/8/2015

Entrevista de Vanusa após um dos momentos mais difíceis da carreira em 2015

>> Estadão 11/10/2015

Vanusa com Zeca Baleiro, que produziu disco da cantora em 2015

>> Estadão 4/8/2020

A filha Aretha Marcos fala sobre a doença de Vanusa em 2020

>> Estadão 13/4/1983

Vanusa durante show na boate O Beco em 19 de abril de 1983.

Algumas das várias pérolas esquecidas oferecidas pela cantora ao público que irão reaparecer a partir de agora com certo espanto é  "Gaiola Dourada", em que Vanusa canta em 1979 a sobrecarga feminina com a rotina familiar no disco "Viva Vanusa" e "Don,t Cry for me Argentina".

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