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A carta irada de Itamar Franco

Vice-presidente foi acusado de sonegação e mandou carta pedindo explicações sobre boatos

08 de dezembro de 2015 | 19h 31
Estadão Acervo

Michel Temer não foi o primeiro vice-presidente a mostrar insatisfação através de uma carta. Em 1992, pouco meses do processo do impeachment de Fernando Collor, Itamar enviou uma carta ao Palácio do Planalto pedindo explicações sobre os boatos de que estaria sendo investigado pela Receita Federal por sonegação de impostos.

A carta foi endereçada ao chefe do gabinete militar, Agenor Homem de Carvalho. Nela, o vice-presidente negava a sonegação de impostos e afirmava não ter nenhum débito com a Receita Federal. Como não teve resposta do Planalto negando os boatos, resolveu mostrar documento da Receita Federal comprovado sua situação com o Fisco.

O Estado de S. Paulo - 8/7/1992

Vice opositor. A relação entre Fernando Collor e seu vice Itamar Franco nunca foi tranquila. Isso era público e notório. Após a eleição de Collor, Itamar Franco só foi recebido pelo novo presidente dois dias depois do anúncio da vitória. No dia do encontro, durante um jantar, Collor chegou com duas horas de atraso e a conversa durou pouco mais de duas horas.

Chegou num momento em que o vice-presidente Itamar Franco, sem função e isolado no governo, acabou se tornando oposição e partiu para o ataque.

Em setembro de 1991, Itamar Franco fez duras críticas ao processo de privatização da Usiminas. No mesmo ano, criticou a política econômica do governo – a considerou recessiva. Em maio de 1992, o ex-presidente tomou a atitude mais radical e se desfiliou do PRN, o partido do governo.

Tag: Itamar Franco

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