ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Atentado matou 2 e feriu 112 na Olimpíada de Atlanta

Bomba de fabricação caseira explodiu no Parque Olímpico e levou luto aos Jogos de 1996

15 de abril de 2013 | 18h 24
Liz Batista

 O Estado de S.Paulo 28/7/1996




Os Estados Unidos ainda estavam de luto pelas 230 mortos do voo 800 da TWA - o  Boeing 747e explodiu na costa de Long Island, sem deixar sobreviventes. Sob o impacto do acidente, ainda sem conhecer as causas da tragédia e em meio à investigações que trabalhavam com a hipótese de o temor de um atentado terrorista  inquietava a Nação. Apenas dez dias após o acidente, o temor se tornou real, quando em 27 de julho de 1996, durante os Jogos Olímpicos de Atlanta, uma bomba explodiu no Centennial Olympic Park, a poucos metros da vila olímpica. A explosão matou 2 pessoas e feriu 112 e trouxe de volta o sentimento de insegurança e vulnerabilidade aos corações americanos.

O Estado de S.Paulo, 19/7/1996



Na edição de 28 de julho de 1996, o Estado abriu a cobertura do atentado com o título “ Terror chega a Atlanta”. O correspondente em Washington, Paulo Sotero, narrou como uma bomba caseira havia explodido no Parque Olímpico. O local era um dos símbolos da Olimpíada americana de 1996.

Erguido em tempo recorde, em um terreno onde funcionava um estacionamento abandonado no centro de Atlanta, o lugar era o ponto de encontro de pessoas de todo o mundo. Era lá que, à noite, o público dos Jogos Olímpicos ia assistir diversas apresentações musicais oferecidas gratuitamente. Foi ali que à 1h20, ocorreu a explosão.

A cobertura do Estado relatava como, num esforço conjunto, os funcionários dos serviços de emergência da Olimpíada tiveram de usar até carrinhos de golfe para atender os feridos. Descrevia a cena do local da explosão, onde “via-se de tudo, desde joelhos esmagados até corpos cheios de estilhaços”, segundo afirmou o chefe do Corpo de Bombeiros de Atlanta na época, numa entrevista em que disse nunca ter visto tantos feridos nos mesmo lugar “em 16 anos de trabalhos

O Estado de S.Paulo de 29/7/1996


Artigo
Em uma crônica publicada no dia 30 de julho daquele ano, o historiador americano e colunista do estado Matthew Shirts relatou como jornalistas estrangeiros, “acostumados com o terror organizado para fins políticos claros”, inquiriam sobre a autoria do ataque. Numa comparação, Shirts apontou como o terror vivido nos EUA nos anos 90, tinha objetivos “vagos, quando não apenas pessoais” e como, devido a sua ausência de propósitos, para  sua compreensão exigia-se “a presença de um psicanalista.


O Estado de S.Paulo, 30/7/1996

Viu essa página?

John Kennedy assassinado

Há 55 anos, presidente dos EUA era baleado no Texas John Kennedy assassinado

Veja a edição completa de 23/11/1963

Tópicos
ver todos