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Bergoglio perdeu disputa para Ratzinger em 2005

Argentino é o primeiro jesuíta a chefiar a Igreja; em 2010 declarou guerra contra o casamento gay

13 de março de 2013 | 17h 04
Liz Batista

Ex- arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio é eleito papa, aos 76 anos de idade. Ele é o primeiro papa latino-americano.

Bergoglio, que escolheu o nome de Francisco, desfruta de grande reputação na Igreja. Em 2005 foi apontado como forte 'papável' no conclave que elegeu Bento XVI.

O Estado de S.Paulo, 24/09/2005


Segundo relatos de cardeais que participaram do conclave, publicados no 'Estado', ele era o candidato escolhido pelos progressistas por sua postura em favos das reformas sociais em oposição ao conservadorismo de Joseph Ratzinger. Em uma das votações ele teve 40 votos, contra 70 do cardeal alemão. Na votação seguinte, que definiu a eleição de Bento XVI, Bergoglio teve 26 e Ratzinger, 84.

O primeiro latino-americano e primeiro jesuíta a ocupar o mais alto cargo do pontificado é conhecido por levar uma vida austera e foi definido como “um teólogo conservador, preocupado com os pobres e com as violações dos direitos humanos.”

 

 O  Estado de S.Paulo, 10/04/2005



 

O Estado de S.Paulo, 04/04/2005



Um cardeal ativo e polêmico


O arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio se tornou famoso por seus sermões com críticas ao governo Kirchner.
Em 2004, no 25 de Maio, data da independência da Argentina, o então cardeal protestou contra “aqueles que se sentem tão clarividentes que não acreditam que ficaram cegos, e tão auto- suficientes na administração da lei que acabaram ficando injustos". A crítica sobre a falta de estratégia econômica do governo de Néstor Kirchner. Bergoglio completou dizendo que o povo precisava de “projetos claros e previsíveis”.



Em agosto de 2009, Bergoglio já era conhecido como uma aberto opositor aos Kirchners. Disparou novas críticas à política econômica do governo da presidente Cristina Kirchner, afirmou que o país “está mergulhado  na falta de trabalho e de justiça social ”.




Em 2010, Bergoglio, enquanto primaz da Argentina, convocou os católicos a se mobilizarem contra o projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na época disse se tratar de “uma guerra de Deus” e  afirmou que o o projeto era um “movimento do diabo” para “destruir o plano de Deus”.





No mesmo ano, Bergoglio esteve à frente de uma determinação emblemática da Igreja Católica na Argentina. Concedeu a invalidação de um batizado. Atendendo ao pedido de um fiel que foi batizado pelo ditador Rafael Videla, na época o convite para o apadrinhamento era uma tentativa da mãe de salvar a vida do pai da criança, que acabou sendo morto pelo regime. A medida teve grande valor simbólico, pois demonstrou a rejeição da cúpula da Igreja Católica a Videla.


FOTOS HISTÓRICAS

Leila Diniz e amigas em 1967

Veja essa e outras imagens que marcaram época Leila Diniz e amigas em 1967

Foto: Ywane Yamazaki/Estadão

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