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Câmara aceitou impeachment de Collor em 28 dias

Deputados aprovaram abertura de processo no Senado e afastaram pesidente por três meses

02 de dezembro de 2015 | 19h 37
Estadão Acervo

Ao contrário do pedido de impeachment de Dilma Rousseff acatado por Eduardo Cunha, o requerimento para abertura do processo de cassação do então presidente Fernando Collor em 1992 teve um andamento veloz na Câmara do Deputados. Alvo desde maio daquele ano de uma CPI e de um inquérito policial por causa das denúncias de corrupção feitas pelo seu irmão Pedro, Fernando Collor não durou nem um mês na Presidência após o pedido ser aceito pela Câmara. Foram 28 dias entre o pedido protolocado pela a OAB, em 1 de setembro, e a votação pela abertura do processo, no dia 29.

Na mesma sessão, os deputados determinaram o afastamento do cargo por três meses. A notificação de afastamento foi assinada por Collor na manhã de 2 de outubro e logo em seguida o vice Itamar Franco assumia em seu lugar. A sua saída definitiva do cargo seria formalizada em 29 de dezembro, quando renunciou ao cargo assim que o Senado iniciou a sessão de julgamento do impeachment. 

O Estado de S. Paulo - 2/9/1992

O Estado de S. Paulo - 9/9/1992

Votação. Em votação aberta e nominal, 411 deputados disseram sim pela autorização da Câmara para que o Senado desse início ao processo de impeachment do presidente Collor. 

O Estado de S. Paulo - 25/9/1992


O Estado de S. Paulo - 30/9/1992

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Tags: Impeachment, Fernando Collor, Dilma Rousseff

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