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Como era São Paulo sem a Estação da Luz

Local antes era um grande pasto, conhecido como Campo do Guaré, ou Caminho Guarepe

18 de março de 2013 | 16h 21
Rose Saconi


Bairro da Luz, 1900, visto a partir do mirante do Jardim da Luz. Acervo/Estadão


No início da colonização de São Paulo, toda a região da Luz era um grande pasto chamado Campo do Guaré, ou Caminho Guarepe. Na época de chuva, os rios Tamanduateí e Tietê transbordavam e inundavam a região."Chamamos a atenção para o péssimo estado das ruas do Morro do Chá que, à menor chuva, ficam transformadas em um immenso lodaçal, e bem assim para a falta de illuminação que alli há", escreveu um leitor ao Estado em março de 1878.

                                                                                              O Estado de S. Paulo - 31/3/1878

O nome do bairro foi escolhido pelos moradores, após a construção de uma capela, a Nossa Senhora da Luz. O progresso chegou com a construção da ferrovia São Paulo Railway Company, por iniciativa do Barão de Mauá, em 1860.
Apenas cargas eram embarcadas. Toda a produção de café do Estado passava pelos trilhos da Luz para chegar a Santos. O bairro recebeu em 1865 a Estação da Luz, o que gerou profundas mudanças para os moradores. A área se valorizou e a administração pública realizou obras de melhoria integrando o bairro ao centro da cidade, atraindo empreendedores e núcleos de comércio aos arredores.

Tornou-se aos poucos insuficiente para atender ao crescente movimento e uma nova edificação foi construída para substituir a São Paulo Railway Company. A nova Estação da Luz foi inaugurada em março de 1901. Em 1982 a Estação da Luz foi tombada pelo patrimônio histórico.

O Estado de S. Paulo, 23/2/1901
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