ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Como era São Paulo sem a Radial Leste

Obras de alargamento da Celso Garcia e Rangel Pestana foram sugeridas por Prestes Maia

28 de junho de 2013 | 11h 23
Rose Saconi
 

Av. Rangel Pestana na década de 1950. Movimento intenso com linhas de bondes, ônibus e carros. Acervo/Estadão

Em 1944, quando Prestes Maia, preocupado com o trânsito no centro da cidade que já registrava congestionamentos, sugeriu o alargamento das então ruas Rangel Pestana e Celso Garcia, muitos consideraram inútil se fazer uma obra de grande porte para a melhoria do sistema viário numa área da cidade que era pouco habitada. Nem mesmo os estudos contidos no Plano Diretor elaborados por aquele engenheiro, que previam a expansão urbana rumo à zona leste, serviram para amenizar as críticas feitas por alguns técnicos na época.

O Estado, porém, noticiou com destaque e otimismo o "grande empreendimento urbanístico da cidade" em 1945, "a avenida Rangel Pestana é hoje a artéria de maior movimento em São Paulo. Por ela passam numerosas linhas de bondes e ônibus que servem, principalmente, os distritos do Brás, Penha, Belém e Vila Maria. (...) ficamos por aqui, assinalando o breve início, pela Prefeitura, de mais uma obra de vulto para a cidade".

O Estado de S. Paulo - 26/8/1945



Inauguração foi em 1972. Por causa dessa resistência, a obra só foi iniciada em 1968, na gestão do brigadeiro Faria Lima. Sem a Radial, o paulistano teria que continuar passando pelas ruas congestionadas do Parque Pedro II para se chegar ao Centro. Às vésperas da abertura da avenida, o então secretário de Obras da cidade, Otávio de Almeida, declarou ao Estado, "não é a solução final, mas vai colaborar para resolver alguns dos problemas de ligação Leste- Oeste pela zona sul da cidade".

O Estado de S. Paulo - 30/5/1972




Depois de muito atraso e interrupções, a Radial Leste foi aberta no dia 7 de junho de 1972.



Veja também:


>> Como era São Paulo sem a Cidade Universitária

>> Como era São Paulo sem o Túnel 9 de Julho

>> Como era São Paulo sem o edifício Martinelli
>> Como era São Paulo sem o Minhocão
>> Como era São Paulo sem o Jóquei Clube
>> Como era São Paulo sem o Teatro Municipal
>> Como era São Paulo sem sacos de lixo

>> Como era São Paulo em o Vale do Anhangabaú

>> Como era São Paulo sem asfalto
>> Como era São Paulo sem cinema
>> Como era São Paulo sem estádios de futebol
>> Como era São Paulo sem a Estação da Luz
>> Como era São Paulo sem a Marginal do Tietê
>> Como era São Paulo sem shopping Center
>> Como era São Paulo sem Corpo de Bombeiros
>> Como era São Paulo sem o Mercado Municipal
>> Como era São Paulo sem água encanada
>> Como era São Paulo sem a via Anchieta
>> Como era São Paulo sem a Catedral da Sé
>> Como era São Paulo sem a Avenida Sumaré
>> Como era São Paulo sem iluminação pública
>> Como era São Paulo sem o autódromo de Interlagos
>> Como era São Paulo sem o viaduto do Chá
>> Como era São Paulo sem o aeroporto de Congonhas

>> Como era São Paulo sem semáforos

Siga: twitter@estadaoacervo | facebook/arquivoestadao | Instagram | # Assine

Viu essa página?

John Kennedy assassinado

Há 55 anos, presidente dos EUA era baleado no Texas John Kennedy assassinado

Veja a edição completa de 23/11/1963

Tópicos
ver todos