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Como era São Paulo sem iluminação pública

A cidade viveu na penumbra até 1872 quando começaram a ser instalados lampiões de gás

15 de janeiro de 2013 | 10h 52
Rose Saconi

Sabe as queixas atuais de falta de luz? Antigamente era pior. São Paulo era uma escuridão total. A própria Câmara Municipal proibiu uso de tochas no século 16. Os telhados eram de palha e havia risco de incêndio.

O Estado de S. Paulo - 29/9/1930

Os primeiros lampiões de gás foram instalados em 1872. Substituíram os que usavam óleo e azeite. Foram colocados 700 pontos de iluminação no centro velho. Em 29 de janeiro de 1875, o Estado publicou a seguinte reclamação: "A rua do Ipiranga foi outr'ora illuminada a kerozene, tinha direitos adquiridos por ser toda habitada, mas hoje, que temos illuminação a gaz na parte de maior transito, ella está às escuras até a rua da Palha. Collocaram lampeões de gaz só até a esquina da rua de S. João. Trez ou quatro lampeões bastariam para illuminar um pouco esse intervallo esquecido. "

O Estado de S. Paulo - 16/8/1899

A energia elétrica chegou com a Light, em 1899. Mas a primeira experiência foi em 1900, com o começo dos bondes. Os lampiões de gás funcionaram na cidade até 1929 - quando eram 10.711. No mesmo ano, começou a troca por luminárias elétricas incandescentes.


A seção "Como era São Paulo sem" é publicada todas as sextas-feiras no caderno Metrópole

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