ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Como era São Paulo sem o Museu do Ipiranga

No século 19 o bairro era considerado 'fim de mundo', uma região distante e despovoada

18 de julho de 2013 | 17h 32
Rose Saconi

 
Museu do Ipiranga foi a primeira grande obra da região; era o unico predio visível da rua. Acervo/Estadão


A história do Museu Paulista do Ipiranga começa quando o Barão de Iguape pediu licença ao imperador Dom Pedro I para construir um monumento à Independência do Brasil, no local conhecido como Sítio do 'Piranga', ao lado do riacho do Ipiranga. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, nunca o imperador, imperatriz, ou qualquer outro membro da corte moraram no Ipiranga. No século 19 o bairro era ainda considerado "fim de mundo", uma região distante e despovoada. Era apenas um local de passagem para quem viesse de Santos a São Paulo, e as águas do córrego do Ipiranga serviam para matar a sede dos animais.

Após vários anos sem verbas para as obras, a Comissão Provincial para o Monumento do Ipiranga decidiu  criar as Loterias do Ypiranga para arrecadar fundos. "Se alterou o plano da apllicação dos productos das loterias. Agora trata-se de um monumento à Independência do Brasil, lá na collina", dizia a edição do Estado de 27 de julho de 1884.

Entre sugestões, debates e projetos se passaram 62 anos até a contratação do arquiteto italiano Tomasso Gaudêncio Bezzi, em 1884. A construção só começou em 1885 e demorou seis anos para ficar pronta. O prédio incompleto foi declarado propriedade do Estado e foi aberto ao público como Museu Paulista em 7 de setembro de 1895, em uma solenidade aberta pelo então presidente Bernardino de Campos.

Em 1909, o paisagista Arsênio Puttemans criou os jardins à frente da construção, uma réplica em proporções menores dos jardins do Palácio de Versailles, a principal sede da monarquia francesa durante anos.


Veja também:

>> Como era São Paulo sem telefones públicos
>> Como era São Paulo sem rodoviária

>> Como era São Paulo sem a Cidade Universitária
>> Como era São Paulo sem o Túnel 9 de Julho

>> Como era São Paulo sem o edifício Martinelli
>> Como era São Paulo sem o Minhocão
>> Como era São Paulo sem o Jóquei Clube
>> Como era São Paulo sem o Teatro Municipal
>> Como era São Paulo sem sacos de lixo

>> Como era São Paulo em o Vale do Anhangabaú
>> Como era São Paulo sem asfalto
>> Como era São Paulo sem cinema
>> Como era São Paulo sem estádios de futebol
>> Como era São Paulo sem a Estação da Luz
>> Como era São Paulo sem a Marginal do Tietê
>> Como era São Paulo sem shopping Center
>> Como era São Paulo sem Corpo de Bombeiros
>> Como era São Paulo sem o Mercado Municipal
>> Como era São Paulo sem água encanada
>> Como era São Paulo sem a via Anchieta
>> Como era São Paulo sem a Catedral da Sé
>> Como era São Paulo sem a Avenida Sumaré
>> Como era São Paulo sem iluminação pública
>> Como era São Paulo sem o autódromo de Interlagos
>> Como era São Paulo sem o viaduto do Chá
>> Como era São Paulo sem o aeroporto de Congonhas

>> Como era São Paulo sem semáforos

Siga: twitter@estadaoacervo | facebook/arquivoestadao | Instagram | # Assine


Viu essa página?

Anúncio de lança-perfume em 1929

Entorpecente era permitido e sucesso no carnaval Anúncio de lança-perfume em 1929

Veja a edição completa de 13/1/1929

Tópicos
ver todos