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Como era São Paulo sem o Vale do Anhangabaú

Local passou por obras de remodelação pouco antes de 1920

02 de maio de 2013 | 12h 47
Rose Saconi




Vista do Vale do Anhangabaú em 1971. Lucrécio Jr./Estadão



                   O Estado de S. Paulo, 26/9/1875
Cartão-postal da cidade, o Vale do Anhangabaú já foi um córrego poluído - canalizado em 1906, como parte de uma campanha de saneamento. Ele ia do atual Vale do Anhangabaú à Avenida São João. No local havia uma grande chácara de cultivo de chá, propriedade do Barão de Itapetininga.

Pouco antes de 1920, o vale passou por trabalhos de remodelação e ajardinamento, previstos em projeto aprovado em novembro de 1911, após muita discussão entre arquitetos. Com essas obras nasceu o Parque do Anhangabaú, exemplo de equilíbrio, à época, entre arquitetura e paisagismo.

Já havia sobre o vale o primeiro Viaduto do Chá (inaugurado em 1892). Em 4 de janeiro de 1930, o Estado noticiou: "Cogita-se a construcção de um novo viaducto de cimento armado, no logar onde se acha o do Chá. Sob a principal area do viaducto se abrirá uma via de 50 metros em communicação directa com a avenida Anhangabaú que está sendo construída". As obras do novo viaduto foram concluídas em 1938.

O Estado de S. Paulo, 4/1/1930


Para facilitar a ligação entre as zonas norte e sul da cidade, uma nova passagem viária modificou radicalmente a paisagem do Vale do Anhangabaú. Na década de 50 foi inaugurado o Buraco do Adhemar, passagem sob a a venida São João. Assim que foi inaugurado, no entanto, ficou conhecido pelos problemas que causava à população na época de chuvas. Em 1988, o então prefeito Jânio Quadros providenciou a construção de um túnel no lugar da passagem, na tentativa de promover maior fluxo de veículos e acabar com as enchentes.

O Estado de S. Paulo, 23/5/1942

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