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Como era São Paulo sem telefones públicos

Orelhão foi apresentado à população em 25 de janeiro de 1972, no dia do aniversário da cidade

12 de julho de 2013 | 13h 00
Rose Saconi


Grande movimento e filas em um centro telefônico, em 1969. Foto: Acervo/Estadão


Até meados da década de 1930 não existiam telefones públicos em São Paulo. Para fazer uma ligação, as pessoas tinham que ir a um dos poucos centros telefônicos que existiam na cidade e pedir a ajuda de uma telefonista para fazer a ligação.

Foi na década de 1950, que a Companhia Telefônica Brasileira (CTB) instalou os primeiros telefones públicos que ficavam em estabelecimentos comerciais credenciados, como bares, cafés e padarias. Ao lado dos aparelhos havia uma caixa coletora de moedas.

Em dezembro de 1953, o Estado noticiava a instalação do 70.º telefone público na cidade. "Completamos hoje a ligação do septuagésimo telefone público. Instalados em bairros, esses aparelhos permitirão o estabelecimento de uma grande rede de comunicações. Existem falhas ainda, é verdade, mas no primeiro semestre de 1954, essas falhas serão reparadas", declarou ao jornal o então prefeito Jânio Quadros. Três anos depois, na rua Caquito, 317, na Penha, era instalado o telefone público de número 1.000.

O Estado de S. Paulo - 31/12/1953 e 11/8/1956
       

Orelhão. Os telefones públicos começaram a ocupar as calçadas paulistanas em 1972 quando a CTB presenteou São Paulo, no dia do aniversário da cidade (25 de janeiro), com 170 novos telefones públicos, instalados em cabinas de fibra de vidro e acrílico de desenho espacial. Logo no dia seguinte, porém, o Estado estampava a manchete "Telefone em capacete desagrada população". Os paulistanos não aprovaram o design das cabines, acharam as instalações "desprovidas de qualquer comodidade". Uma paulistana ouvida pela reportagem reclamou "É impossível usar essas cabinas para conversas reservadas". Bastou um dia de funcionamento para que as cabines 'do tipo capacete de astronauta' ganhassem o apelido de orelhão.

O Estado de S. Paulo - 26/1/1972

Hoje, com a popularização dos celulares, smartphones e queda dos preços da telefonia móvel, os orelhões já não têm a mesma utilidade do passado e muitos deles instalados nos grandes centros já estão praticamente condenados à obsolescência.

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