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Corpo celeste arrasou floresta na Sibéria em 1908

Energia liberada na floresta russa foi mil vezes maior do que a bomba lançada em Hiroshima

15 de fevereiro de 2013 | 12h 59
Carlos Eduardo Entini

Em 1908, uma grande explosão no céu destruiu centenas de quilômetros quadrados de floresta e derrubou milhares de árvores em Tunguska, na Sibéria. Até hoje os números da destruição não são precisos. Especula-se entre 800 a 1000 quilômetros de área atingida e até dezenas de milhares de árvores derrubadas.


A única testemunha foi um homem que foi arrancado da cadeira por causa das rajadas de vento. Ele estava a 80 quilômetros do local.



Área devastada na floresta russa, em foto tirada durante expedição do cientista Leonid Kulik. Reprodução/science.nasa.gov


Durante anos os cientistas se debruçam sobre o fenômeno, porque não houve uma cratera como é comum nos casos de meteoros. As outras hipóteses são da aproximação de um cometa ou da explosão de antimatéria. Em 1993, os astrônomos Christopher Chyba, Paul Thomas e Kevin Zahnle defenderam a tese de que um meteorito carbonário se destruiu na atmosfera. Segundo eles, a explosão, ocorreu provavelmente a 10 mil metros de altura e fragmentou o meteoro. A explosão liberou uma energia mil vezes maior do que a bomba lançada sobre Hiroshima.


O Estado de S. Paulo - 29/11/1987

A região de difícil acesso começoua a ser explorada em 1921, quando houve a primeira expedição científica comandada por Leonid Kulik. Mas a equipe do cientista russo só conseguiu chegar ao local em 1927.

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