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Corra que o aumento vem aí

Durante décadas, reajustes frequentes dos combustíveis causaram filas e conflitos nos postos

30 de janeiro de 2013 | 12h 54
Carlos Eduardo Entini

A estabilidade nos preços dos combustíveis fez sumir do mapa e da memória as filas e os conflitos nas pistas dos postos de gasolina tão comuns durante entre as décadas de 1970 a 1990.

O Estado de S. Paulo - 1/5/2008

Depois de sete anos sem reajuste nas bombas, o preço dos combustíveis foi reajustado pela Petrobras. Em 2008 houve aumento, mas não chegou ao bolso do consumidor porque foi compensado com a redução da CIDE. A gasolina teve um aumento de 6,6% e o diesel 5,4%. Um panorama inimaginável no ano de 1990, quando a gasolina subiu 1.265%.

O Estado de S. Paulo - 29/12/1979

De um lado motoristas querendo garantir gasolina sem reajuste, do outro, proprietários de postos querendo vender o estoque com preço novo. A corrida aos postos criou situações inusitadas. Foi o caso do dono de posto que fechou o estabelecimento logo após ouvir o anúncio do aumento na televisão. A cliente largada na fila entrou na Justiça e ganhou indenização.

O Estado de S. Paulo - 12/5/1988

Durante o final da década de 1970, além da inflação e reajuste, o País passou por um racionamento de combustíveis. Uma das medidas que causou correria foi o fechamento dos postos durante os finais de semana. Em agosto de 1977, a polícia foi mobilizada para garantir a paz nas filas imensas que se formavam nos postos. Alguns frentistas chegaram a pedir demissão e abandonaram o trabalho por causa das agressões sofridas pela impaciência dos motoristas que enfrentavam longas filas, foi o que relatou o Estado na matéria "São Paulo - a psicose da gasolina".

O Estado de S. Paulo - 4/8/1979

FOTOS HISTÓRICAS

Leila Diniz e amigas em 1967

Veja essa e outras imagens que marcaram época Leila Diniz e amigas em 1967

Foto: Ywane Yamazaki/Estadão

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