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Em 2007, Renan foi derrotado pelos fatos

Após denúncias, senador renunciou ao cargo de presidente e foi absolvido pelos colegas

01 de fevereiro de 2013 | 10h 44
Carlos Eduardo Entini

O fôlego político do senador Renan Calheiros foi testado durante sete meses de 2007. Alvo de várias denúncias, Calheiros renunciou ao cargo de presidente do Senado em dezembro, mas foi absolvido duas vezes pelos colegas.

O Estado de S. Paulo - 5/12/2007

As denúncias começaram em 25 de maio quando a revista Veja publicou reportagem sobre a ajuda que um lobista dava ao Presidente do para pagar suas despesas pessoais. O lobista era Cláudio Gontijo, que trabalhava para a construtora Mendes Jr. O dinheiro era destinado à jornalista Mônica Veloso, com a qual Renan havia tido uma filha fora de seu casamento. Mônica confirmou que recebia em dinheiro vivo, de Gontijo.

Entre outras operações, houve transferência de R$ 100 mil e alguns pagamentos mensais de R$ 12 mil. Ao provar que dispunha do dinheiro, Renan se complicou ainda mais. Disse que era proveniente da venda de gado de sua fazenda em Murici (AL). Os supostos compradores negaram a operação. Dias depois, a Polícia Federal disse que as notas apresentadas eram frias. Além disso, a reportagem do Estado sobrevoou a fazenda do senador e confirmou as denúncias de que parte do gado que estava em sua propriedade pertencia ao seu irmão, Olavo. Para finalizar, a Polícia Federal, apontou inconsistências na evolução patrimonial e não viu prova de que ele pagava a pensão do próprio bolso. Pediu afastamento do cargo por 45 dias e fez de tudo para barrar a investigação do Conselho de Ética. Em setembro o Senado votou a cassação. Foi absolvido.

O Estado de S. Paulo - 20/6/2007

Enquanto se defendia do caso “Mônica Veloso”, outras denúncias surgiram: Foi revelada operação suspeita com venda de uma fábrica de bebidas para Schincariol por um valor muito maior. Parte desse dinheiro seria para intermediar problemas da fábrica de cerveja com o fisco e o INSS. Outra era de que teria participado de arrecadação de propina para o PMDB em ministérios. Mas a denúncia que acabou com o fôlego de Renan foi a de que era sócio oculto em duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. Fato confirmado pelo ex-deputado João Lyra. Em dezembro, Renan renunciou à presidência do Senado poucas horas antes da segunda votação pela cassação de seu mandato. Apesar de ter sido derrotado pelos fatos, foi novamente absolvido.


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