ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Em meio à Guerra, uma pausa para o Natal

Há 100 anos, soldados inimigos baixaram as armas, festejaram e até jogaram futebol

24 de dezembro de 2014 | 12h 53
Rose Saconi
 
O Estado de S. Paulo - 25/12/1914


Na véspera do dia 25 de dezembro de 1914, quando a Primeira Guerra Mundial assolava o mundo, houve um cessar-fogo na noite de Natal. Combatentes rivais deixaram suas trincheiras e promoveram uma confraternização, com direito a presentes e improvisadas ceias natalinas.

Na França, ocupada pelos alemães, os soldados e seus aliados escoceses juntaram-se com os inimigos, deixaram as armas de lado e saíram das trincheiras para uma trégua, um aperto de mão e para comemorar com cânticos e enfeites de Natal feitos de galhos secos e panos coloridos.

Revista Mundo Gráfico, janeiro/1915

Soldados alemães na França celebram o Natal em uma trincheira decorada com árvore de Natal


Futebol. Nas trincheiras na região de Flandres, no norte da Bélgica, em meio ao improvável clima amistoso para o momento, os soldados disputaram partidas de futebol. De um lado do 'campo', em meio à lama e arame farpado, jogaram os britânicos; do outro os alemães. A iniciativa dos combatentes foi condenada por alguns comandantes, que proibiram confraternizações nos anos seguintes da guerra. O cessar-fogo durou somente aquela noite de Natal. Na manhã seguinte, os combates foram retomados com a mesma selvageria.

>> Especial 100 anos da 1ª Guerra


Papa. O armistício de Natal foi sugerido pelo papa Bento XV, conforme noticiou o Estado na edição do dia 12 de dezembro. O governo alemão acatou o pedido do pontífice, mas a Rússia declarou não estar de acordo com a trégua.

 

Nos hospitais militares, como o de Berlim (abaixo), enfermeiras e voluntários comemoraram a festa religiosa junto com os feridos da guerra.

Viu essa página?

Anúncio de lança-perfume em 1929

Entorpecente era permitido e sucesso no carnaval Anúncio de lança-perfume em 1929

Veja a edição completa de 13/1/1929

Tópicos
ver todos