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Era um vez em SP: observatório em Higienópolis

Construído no alto da praça Buenos Aires, local era utilizado em aulas da Escola Politécnica

27 de março de 2015 | 13h 24
Liz Batista

Crianças brincam em frente ao Observatório da Praça Buenos Aires, em 1961. Acervo/ Estadão

Construído na parte mais alta do terreno da Praça Buenos Aires, no bairro de Higienópolis, o observatório nasceu como um mirante de onde podia ser ver toda a extensão do Vale do Pacaembu. Como tal funcionou até receber um dos primeiros telescópios de São Paulo, no início da década de 1930. À partir daí, passou a ser usado para as aulas de mecânica celeste da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (USP).

O Estado de S.Paulo - 27/8/1996

A praça surgiu após a proclamação da República, quando muitos proprietários de terrenos da região começaram a abrir ruas, avenidas, alamedas e parques na região. Em 1912, a Prefeitura comprou de Germanie Lucie Burchard, herdeira de Martinho Burchard, o terreno de 25.662m² entre as Ruas Piauí, Alagoas, Bahia e Avenida Angélica para ali erguer um jardim público inspirado na arquitetura francesa, com fontes e esculturas. O relevo do local permitiu a construção do mirante. A homenagem à capital argentina veio um ano depois, quando o jardim, que inicialmente chamava-se Praça Higienópolis, passou a se chamara Praça Buenos Aires como uma homenagem aos representantes argentinos que visitaram a cidade em 1913. Com os anos vieram os melhoramentos, iluminação, calçamento apropriado e bancos.

Vista do Mirante do Vale do Pacaembu, onde depois foi erguido o observatório. Acervo/Estadão

A ampliação das redes de iluminação públicas na década de 1940 fez a praça crescer em popularidade, famílias, casais e crianças passaram a desfrutar da praça do entardecer até a noite. Mas as luzes passaram a comprometer a visibilidade no observatório, que acabou sendo desativado e demolido em 1968. Uma campanha ainda tentou salvá-lo em 1961, mas não teve sucesso. No seu lugar foi colocada a escultura Mãe, do  artista plástico Caetano Fraccaroli,  primeira colocada no concurso promovido pelos Diários Associado em 1964. A obra foi esculpida num bloco de mármore de 20 toneladas.

 
Criança observa a escultura "Mãe", na Praça Buenos Aires em  2006. Icomodis/ Estadão


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