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Erasmo Carlos: socos, tiros e café na delegacia

Briga, disparos e uma perseguição pela estrada marcaram show do ídolo em Sorocaba em 1967

06 de outubro de 2015 | 0h 08
Liz Batista


Erasmo toma café enquanto presta queixa na delegacia, 16/01/1967. Acervo/ Estadão

Um esquentadinho provoca Erasmo Carlos durante um show num clube de cidade do interior. O cantor reage e enfia uns sopapos no camarada. Mas, antes que o agressor e sua turma possam partir para cima do “Tremendão”, a polícia intervém. Mesmo assim os rapazes querem revidar e saem em perseguição a Erasmo pela estrada atirando contra seu carro. O Karmann-Ghia vermelho de Erasmo é alvejado por seis tiros, mas ele sai ileso.

O Estado de S. Paulo - 17/01/1967 

Não, não é o roteiro de algum filme da Jovem Guarda, ao estilo de  Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968)- na fita o rei é perseguido por bandidos internacionais. A situação foi real e quase acaba mal para Erasmo, que passou a manhã na Central de Polícia prestando queixa contra seus perseguidores, como mostra a foto de 16 de janeiro de 1967 publicada no Jornal da Tarde.

Jornal da Tarde - 17/01/1967
 

Show e briga. A apresentação no Clube Recreativo Sorocabense de 15 de janeiro de 1967, na cidade de Sorocaba, seria igual a tantos outros shows shows do Conjunto Tremendão, composto por Erasmo Carlos, Raul Alberto Monteiro de Barros e Regis Monteiro Moreira, não fosse o acalorado desenrolar da briga com os rapazes locais.

O acontecido virou notícia. A matéria do Estado de 17 de janeiro de 1967 contava como uma caminhonete havia “fechado” o carro do cantor na estrada  e começado a atirar contra ele. A matéria do Jornal da Tarde trazia algumas declarações de Erasmo, que relatava como os rapazes da cidade haviam provocado a banda com xingamentos durante a apresentação, e como o clima havia esquentado após ele retribuir a provocação cantando a canção Lobo Mau. “Nessas horas, as meninas dão força pra gente, gritam muito, e os rapazes então ficam enciumados. Ainda mais que depois eu sempre canto uma música dizendo que eu sou bom, tenho muitas garotas, as meninas correm atrás de mim, tenho carro, essas ondas... Lá em Sorocaba, logo depois que alguém gritou que eu era bobo, cantei Lobo Mau. Eles devem ter ficado com mais raiva ainda”, contou.


Na época, Erasmo Carlos  tinha 25 anos de idade, mas já era um dos maiores ídolos do fenômeno midiático da Jovem Guarda. Era dono de uma das carreiras mais rentáveis do segmento e possuía uma legião incontável de fãs.

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Tags: Erasmo Carlos, Jovem Guarda

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