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Fleming e seu agente com licença para matar o tédio

Escritor britânico criou o agente 007 para superar o 'choque' da rotina matrimonial

13 de abril de 2013 | 11h 51
Liz Batista

 

Ian Fleming  
Foto: Acervo/Divulgação


Criminosos excêntricos, com planos dignos das mais mirabolantes teorias da conspiração para a dominação global; ambientações exóticas; mulheres lindas e sedutoras e um herói, destemido e pronto para capturar os malfeitores, deter o plano maligno, salvar a humanidade e desfrutar de agradáveis momentos ao lado das beldades. 

Seguindo essa receita de aventura, ação e romance,
Ian Fleming encontrou na escrita um hobbie e uma terapia. Em suas próprias palavras, um meio “para superar o choque” que lhe causou o fato de ter se casado. Foi assim que de sua imaginação nasceu  um dos mais rentáveis sucessos da literatura e do cinema contemporâneo, o mais famoso agente secreto de nosso tempo, Bond... James Bond.

Em entrevista publicada no Jornal da Tarde de 1966, sua viúva falou sobre o que James Bond significou para Fleming: “
Ian era um romântico.Bond lhe permitiu, financeiramente, escapar ao tédio e à monotonia e conhecer um mundo de sonho. Ele não podia suportar a ideia de entrar à noite numa casa 'com cheiro de cozinha e de crianças'. Ele detestava os carrinhos de bebês e a rotina diária de um casal.”

Jornal da Tarde 26/10/1966




À margem da literatura até os seus 43 anos de idade, Fleming fez sua estreia no mundo literário, há 60 anos. Com o lançamento do primeiro livro de uma série de 12 aventuras de James Bond. “Cassino Royale” de 1953, chegou às livrarias de Londres em 13 de abril daquele ano.


O Estado de S.Paulo, 4/6/1966


Ian Fleming

Foto: Acervo/Divulgação

Agente Secreto 007

Despretensiosamente batizou seu protagonista. Inspirou-se num sobre aves,que foi sua leitura durante as férias na Jamaica. O autor do livro se chamava James Bond e assim ele chamou seu herói.


O Estado de S.Paulo24/6/2003
 

Ian Fleming

Foto: Acervo/Divulgação


Ao personagem o criador concedeu, da sua própria personalidade, as doses certas de romantismo, ironia, esnobismo, emoção, refinamento, gosto por carros de luxo e outras coisas boas e caras da vida, sem deixar de fora o  mais solene respeito a sua Majestade.

À sua obra de estreia emprestou sua vivência como correspondente internacional da Reuters e depois do Times em Moscou, sua experiência como corretor da bolsa e como militar. Durante a Segunda Guerra Mundial, Fleming trabalhou para o Serviço de Conta Espionagem da Marinha Britânica.


O Estado de S.Paulo, 09/4/2002 e 02/01/2009




Em “Cassino Royale” - obra que teve apenas 4750 cópias publicadas em sua primeira edição, e que hoje se transformou num  precioso item de colecionadores, avaliada em até R$50 mil -  James Bond, que acaba de receber o duplo zero, que lhe dá licença para matar, é convocado para sua é a primeira missão como 007. Na caçada ao banqueiro e terrorista, Le Chiffre, Bond o derrota num alto jogo de cartas no Cassino Royale, se envolve com a sedutora Vesper Lynd, é capturado e submetido a intensa tortura, se recupera nos braços de Vesper, se apaixona por ela para então descobrir que se tratava de uma agente - dupla.


Em 2006, a obra foi adaptado para o cinema. Trazendo Daniel Craig na pele de James Bond, o filme foi um sucesso, se transformou na 72.ª maior bilheteria da história e arrecadou US$ 594 milhões somente nos cinemas.

O Estado de S.Paulo 14/11/2006



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