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Fotos Históricas: o homem da carrocinha

Veículo e laçadores que capturavam animais de rua eram recebidos a pedradas por moradores

04 de agosto de 2015 | 13h 00
Rose Saconi


Acervo/Estadão

A carrocinha se aproxima. Sentindo o cheiro do perigo, o animal aperta o passo, corre, mas não escapa da corda do laçador que o captura. Aos primeiros latidos do cachorrinho, um menino sai à porta de sua casa e, estático, vê os homens da carrocinha levando o animal. As lágrimas vêm aos seus olhos e ele começa a chorar. Essa cena comum nas ruas de São Paulo até 2008 - quando a carrocinha deixou de existir na cidade - foi relatada no Jornal da Tarde em 5 de setembro de 1968.

A denominação 'carrocinha' ficou consagrada, embora já na década de 1960, o caminhão da prefeitura nada lembrava as carroças do começo do século que saíam com laçadores à captura dos animais de rua. Não era raro esses funcionários serem recebidos com hostilidade, a golpes de foice, pedradas e até com tiros. Os cachorros recolhidos ficavam apenas três dias no centro. Se o dono não aparecesse, o animal acabava morto na câmera de gás.

Jornal da Tarde - 5/9/1968

História. Em 1973, o Centro de Controle de Zoonoses foi criado para controlar doenças transmitidas por animais, por meio do controle da população de cães, gatos e bichos de grande porte. Desde o início, o órgão recolhia animais pelas ruas em carrocinhas, o que estigmatizou o CCZ. Uma lei estadual fez com que a prática fosse extinta em 2008. Hoje o serviço só pode recolher um animal a partir de denúncia de maus-tratos e perigo à população. Os cães e gatos são tratados e podem ser adotados.

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Tags: Animais

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