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Greve dos caminhoneiros já é a maior da história

Independente do número de dias, seus efeitos são maiores de qualquer outra greve passada

28 de maio de 2018 | 19h 52
Liz Batista e Edmundo Leite - Acervo Estadão

Com a greve prestes a entrar no nono dia nesta terça-feira, a paralisação dos caminhoneiros neste maio de 2018 já é maior da história do País, superando os oito dias dos protestos da categoria em 2015 e os dias em que caminhões de combustíveis ficaram parados em Minas e São Paulo em 1979. Independente do número de dias, a atual greve já é a que mais afetou a população.

Enquanto a maior parte das tentativas anteriores de paralisação nacional não conseguia chegar ao quinto dia, pela primeira vez uma greve de motoristas de caminhão consegue afetar o abastecimento e o transporte público das capitais e grandes cidades brasileiras. Mesmo antes de uma situação real de desabastecimento, a greve provocou temor de escassez de alimentos na população, quando nas outras vezes a corrida por produtos se limitava basicamente aos postos de gasolina. Outros efeitos eram sentidos pontualmente em alguns setores econômicos e algumas regiões com cidades mais afastadas dos centros de abastecimento.

Como as grandes metrópoles possuem ampla infra-estrutura e estoque de produtos, o efeito das graves anteriores, mesmo as mais longas, ficava restrito à alta dos preços, mas sem desabastecimento de itens básicos. Regionalmente, a maior paralisação de caminhoneiros aconteceu no Rio Grande do Sul em 1981, quando 15 mil motoristas ficaram 18 dias parados até conseguir o reajuste do preço do frete.

8 dias

25 de feveiro a 3 de março de 2015

Afetou a produção de aves e suínos, com a JBS parando a produção em oito fábricas, e provocou falta de produtos nos supermercados do norte e do noroeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, as regiões mais prejudicadas. Reduziu a oferta de frutas no Geagesp, em São Paulo.

8 dias

1 a 8 de agosto de 1979

Com 48 milhões de litros de combustível e derivados não entregues, Campinas e outras cidades da região ficaram sem gasolina nos postos.

7 dias

25 a 31 de julho de 2012

Afetou o transporte de bens industriais e produtos agrícolas, como ração para criação de frangos e o transporte de animais vivos

6 dias

1 a 6 de maio de 2000

Dificuldade de escoamento prejudicou principalmente a soja, principal commodity exportada pelo Brasil, causando perdas  diárias, segundo o ministério da Agricultura, de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões. Em São Paulo, a redução da oferta provovou alta nos preços de frutas e legumes no Ceagesp.

4 dias 1 a 4 de julho de 2013  Lojas de bens de consumo tiveram problemas de abastecimento e cargas deixaram de ser embarcadas.  Faltou produtos em alguns municípios mineiros, como Divinópolis e Igarapé. A Fiat paralisou atividades em alguns setores de sua fábrica em Betim.

4 dias

6  a 9 de janeiro de 1986

Cidades do Rio de Janeiro à beira da Via Dutra, Barra Mansa e Volta Redonda, são as mais afetadas com o bloqueio.

> Caminhoneiros já pararam por frete, diesel e pedágio

O Estado de S. Paulo - 04/8/1979

O Estado de S. Paulo - 04/8/1979

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