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Guilherme de Almeida começou no jornalismo editando coluna de aniversários

Poeta também escreveu coluna sobre cinema, que agora foi organizada em livro

12 de março de 2016 | 18h 10
Carlos Eduardo Entini

guilherme de almeida
Poeta na coluna 'Cinematographos' registrou clássicos do cinema, como o Cidadão Kane (21/9/1941)


Parte dos textos sobre cinema publicados no Estado pelo poeta Guilherme de Almeida agora estão reunidas no livro Cinematographos: Antologia da Crítica Cinematográfica.  O livro é uma mostra da atuação do poeta símbolo do Modernismo como crítico de cinema e testemunha da evolução da mídia. Com sua coluna "Cinematographos", iniciada em 1927, o poeta registrou o cinema passar do mudo ao falado e escreveu as primeiras críticas de clássicos, como Cidadão Kane de Orson Wells e O Encouraçado Potemkin de S.M. Eisenstein.

Mas colaboração do poeta Guilherme de Almeida com o Estado se inicia bem antes de "Cinematographos', e não se restringe somente a ela. Foi na redação do jornal que, em setembro de 1916, foi apresentado pela primeira vez ao público seu primeiro livro de soneto, 'Nós'.

No mesmo ano, o poeta passa a editar o 'Carnet do Estado', seção dedicada à divulgação de aniversários, casamentos, festas e outros fatos da sociedade paulista e de quem estivesse por aqui. O 'Carnet do Estado', publicado desde 1896 e limitado ao registro de fatos, sofreu uma radical mudança em 1928 quando o poeta injetou sua prosa e passou a ser chamada de 'Sociedade'.

Assinado por ‘Guy’, Guilherme de Almeida, além de crônicas, abordava diversos assuntos da época. Num dos primeiros textos, intitulado 'Masculinismo' (20 de junho de 1928), o poeta ironiza a possibilidade de, em “paizes dominados pelo feminismo”, o surgimento de um movimento contrário assustado “diante desse surto de idéas avançadas a quererem vêr numa excessiva liberdade dos jovens e dos casados serios perigos para a moralidade social e para a estabilidade da familia”.

O Estado de S. Paulo - 20/7/1928

Tanto a seção 'Sociedade' quanto a de cinema seguem ininterruptas até dezembro de 1942. Em 1943, Guilherme de Almeida assume a direção da Folha da Manhã e da Folha da Noite, e posteriormente funda o Jornal de São Paulo.


Primeira coluna "Eco ao longo dos meus passos" que foi escrita até 1961

Mas, em 1957, volta ao Estado assinando a coluna 'Eco Ao Longo dos Passos'. Num tom mais intimista e memorial, o autor mistura poesia, crônicas e contos. A coluna foi publicada até 1961.

Tag: Guilherme de Almeida

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