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Há 10 anos, morria Johnny Cash

Um dos maiores músicos dos EUA, o eterno 'homem de preto', vendeu mais de 50 milhões de discos

12 de setembro de 2013 | 10h 35
Liz Batista

Em 2003, o country perdeu um de seus totens e a música americana um de seus maiores letristas. Aos 71 anos, Johnny Cash - o eterno “homem de preto”, que sempre se vestia com essa cor e justificou seu luto na canção Man In Black - faleceu em 12 de setembro daquele ano, por causa de complicações no seu quadro de diabetes.


O Estado de S.Paulo- 13/9/2003



Cash despontou à sombra do estrondoso sucesso de Elvis Presley. Foi lançado pela  Sun Records, mesma gravadora do rei do rock. Em 1955, Cry, Cry, Cry, seu primeiro single de sucesso estourou, vendeu mais de 100 mil cópias e garantiu seu lugar no tour que a Sun promovia para Elvis. Logo depois, essa mesma pequena gravadora de Memphis lançou o disco, The Million Dollar Quartet, a gravação de um ensaio com ele, Elvis, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins. Por tabela, Cash tornou-se um pioneiro do rock. Mas, o músico nunca deixou o country, mesmo transitando entre o blues, o folk, o rock e até o gospel. O estilo permaneceu enraizado em suas melodias e letras. Foi o country que o tornou cultuado.

O Estado de S.Paulo- 3/8/2013


Cantando baladas sobre histórias marginais e versando sobre o lado negro das emoções, aspectos que sempre rondaram sua vida e suas composições, Cash construiu uma carreira de sucesso - seus 96 álbuns, mais de 150 singles, 17 Grammys e 50 milhões de discos vendidos são mais que provas disso.

No auge do sucesso, viciou-se em anfetaminas e barbitúricos. Com a ajuda da esposa e parceira, June Carter, iniciou sua batalha contra o vício. E em 1968, após sua reabilitação, gravou um dos álbuns mais famosos de sua carreira , Johnny Cash at Folsom Prison. Os dois shows que realizou na Prisão Estadual de Folsom, na Califórnia, deram origem ao álbum de 15 faixas. Cheio de músicas sobre uma vida fora da lei e sobre redenção, foi o disco que marcou a grande retomada de sua carreira.


O Estado de S.Paulo- 19/6/2010 e 03/7/2009

   



Caminhando por diferentes estilos, Cash mostrou que boa música transcende gêneros.Em 2002, sua voz sepulcral deu nova roupagem para
Hurt do Nine Inch Nails. Nessa regravação, mostrou que um bom conhecedor de baladas de dor e amor as reconhece até em estilos distantes do country, como no metal industrial da banda de Cleveland.

O Estado de S.Paulo- 28/3/2004


Sua tortuosa biografia; o relacionamento com June Carter, seu vício e sua recuperação, foram retratados no cinema, no filme Johnny&June (Walk The Line) de 2005.

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