ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Jurados dão tomperô especial ao Master Chef

Fogaça, Paola e Jacquin, além de conhecerem gastronomia, encarnam personagens

31 de agosto de 2015 | 17h 56
Liz Batista e Carlos Eduardo Entini


Fogaça, Paola e Jacquin, ou o implacável, a delicada e o bonachão, respectivamente. Nilton Fukuda/Estadão

A receita do sucesso do Master Chef leva um tomperô especial: os jurados. Os chefes de cozinha Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, além do conhecimento em gastronomia, encarnam muito bem personagens.

Fogaça, é o implacável; Paola, a compreensiva e delicada – chegou até a chorar na eliminação de um candidato - e Jacquin, criador do bordão 'falta temperô', o bonachão tirador de sarro. Como muitos outros, os jurados cozinheiros criam uma rápida identificação com o público.

O resultado dessa receita é o mesmo de outros programas. No futuro não lembraremos dos candidatos, nem mesmo dos vitoriosos. Mas os jurados serão inesquecíveis, como Pedro de Lara, Aracy de Almeida, Elke Maravilha (veja outros na lista abaixo). Fogaça, Paola e Jacquin entraram para a história da televisão brasileira.

Pedro de Lara, o rabugento
Sempre de terno e gravata e carregando um ramalhete de flores, o personagem de Pedro Ferreira dos Santos era conhecido por sua sinceridade. Quando não gostava da apresentação, não só dava nota baixa ao artista aspirante como desancava nas críticas. A impiedosa avaliação era quase sempre seguida de uma uníssona vaia do auditório do programa do Silvio Santos.

Elke Maravilha, a querida do público
Ex-modelo e atriz, Elke é uma das juradas mais carismáticas da televisão brasileira. O vestuário e penteados extravagantes são sua marca registrada. A simpatia e amabilidade com que tratava participantes mais fracos agradava aos telespectadores do Chacrinha e Silvio Santos que se compadeciam com os concorrentes que muitas vezes tinham um sonho, mas não talento.

Sérgio Malandro, o palhaço
Acelerado, o humorista parecia ligado na tomada. Quando Silvio Santos pedia avaliação de Serginho sobre um candidato podia se esperar de tudo, caretas, piadas, tudo intercalado com o famoso gesto de “glu-glu”. Falando do candidato ou fazendo palhaçadas aleatórias, o jurado era garantia de alívio cômico.

Aracy de Almeida, a implacável
Sem papas na língua, a cantora não poupava quem judiava do microfone do Chacrinha e do Silvio Santos. Ela sabia do que estava falando. Sambista renomada - era a cantora favorita de Noel Rosa - Aracy foi jurada do Chacrinha e Sílvio Santos. Sempre com um linguajar cheio de molejo carioca e sem firulas, ela entrou para o folclore da televisão brasileira.

Nelson Rubens, o fofoqueiro
Mais que uma opinião sobre o desempenho do candidato, Nelson Rubens tinha na ponta da língua uma fofoca do mundo dos famosos. Muitas vezes, esquecia até de dar nota para o competidor, tão entretido em contar a última quentinha. Poucos se lembram do seu desempenho como jurado, mas ninguém esquece o bordão “eu aumento, mas não invento”, até hoje usado pelo artista que comanda o 'TV Fama' da Rede TV.

Sonia Lima, a bela
Morena de olhos claros, a atriz , que foi capa da revista masculina Playboy nos anos de 1980, sempre recebia elogios do apresentador Silvio Santos. Charmosa e educada, a jurada era  casada com  Wagner Montes, colega do Show de Calouros. Sônia sempre tinha que se justificar ao apresentador quando discordava do marido na avaliação de um candidato.

Carlos Imperial, o polêmico                    
Produtor, Carlos Imperial lançou nomes famosos da música brasileira como Roberto Carlos, Tim Maia, Elis Regina e Wilson Simonal. Na televisão depois de apresentar seu programa de auditório , ocupou a bancada do júri do Programa Flávio Cavalcanti na TV Tupi. Rebelde, irreverente e polêmico, não se importava com as vais de discordância do público, dizia “a vaia é a consagração do artista”

Nelson Motta, o amigo
Jornalista, compositor, produtor musical e crítico de música, aos vinte e poucos anos de idade Nelson Motta já havia feito para si um nome dentro do cenário musical nacional. Na televisão ficou conhecido por ocupar uma cadeira nos júris dos programas 'A Grande Chance' e 'Um Instante', Maestro, de Flávio Cavalcanti, no final da década de 1960.

Tags: Televisão

# Assine |  # Licenciamento de conteúdos Estadão |

Viu essa página?

Anúncio de lança-perfume em 1929

Entorpecente era permitido e sucesso no carnaval Anúncio de lança-perfume em 1929

Veja a edição completa de 13/1/1929

Tópicos
ver todos