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Mamonas Assassinas, fenômeno nos anos 90

Carreira da banda formada por 5 garotos foi interrompida por tragédia no auge do sucesso

01 de março de 2016 | 13h 08
Rose Saconi


Júlio (tecladista), Dinho (vocalista), Samuel (baixista), Bento (guitarrista) e Sérgio (baterista). Fernando Sampaio/Estadão

A notícia estampada nas manchetes dos jornais chocou o País naquela manhã de domingo de 1996. No auge do sucesso, a banda Mamonas Assassinas desaparecia num trágico acidente aéreo quando voltava de um show. O jatinho que transportava os integrantes do grupo de músicas e performances irreverentes chocou-se no fim da noite do dia 2 de março, com a Serra da Cantareira, a poucos minutos do pouso em Guarulhos, cidade natal dos Mamonas.

O Estado de S. Paulo - 4/3/1996
 

Morreram os cinco garotos da banda (Dinho, os irmãos Samuel e Sérgio, Júlio e Bento), o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas. A tragédia causou comoção nacional, e homenagens ao grupo foram promovidas em diversas cidades do País.

O Estado de S. Paulo 5/3/1996

Fenômeno Mamonas. A banda nasceu em 1990 com o nome Utopia e misturava punk rock com gêneros populares, como forró e brega, mas não fez nenhum sucesso. O reconhecimento só veio em 1995, quando o grupo passou a se chamar Mamonas Assassinas.

O estilo debochado dos artistas e das músicas logo conquistou crianças e adolescentes. O inglês “very gud”, “very porreta” e as farofadas na praia com a velha Brasília amarela cantados por Dinho caíram no gosto popular. Foi um estrondo nacional - com apenas um álbum lançado, cujo título levava o nome da banda, os meninos humildes de Guarulhos venderam mais de 2 milhões de cópias, e se transformaram em artistas de projeção nacional. Em pouco tempo de carreira o grupo fez 182 shows e participou de muitos programas de televisão.

Assumidamente palhaços, os meninos misturavam a graça com o rock, o forró, samba e todos os tipos de ritmos. O vocalista, Dinho, conseguia ser ao mesmo tempo bonito e engraçado, um tipo de carisma que não se costuma encontrar com tanta facilidade. “É o tipo de banda colegial, classe média, e deve fazer fama e fortuna neste curcuito”, escreveu o Estadão em 1995 (reportagem abaixo).

O Estado de S. Paulo - 13/7/1995 
mamonas assassinas

Jornal da Tarde - 7/10/1995

Quando fazia pouco mais de sete meses que estavam no auge, os Mamonas morreram no choque do avião com uma montanha. Na época, começavam a produzir um novo disco.

O Estado de S. Paulo - 5/3/1996

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Tags: Acidente, MPB

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# Capa com cartaz do filme King Kong em 1933

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