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Mandela, o redentor de um povo

Líder da luta contra o apartheid tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul

05 de dezembro de 2013 | 21h 47
Liz Batista e Rose Saconi


Mandela visita sua antiga cela na prisão da Ilha de Robben, 1994. Acervo/Reprodução

Eleito o primeiro presidente negro do país, em 1994, Nelson Mandela foi a figura histórica responsável por conduzir a África do Sul do apartheid à democracia e integração.

Ativista político pelo direito dos negros desde 1944, Mandela fundou juntamente com Oliver Tambo a seção juvenil do Congresso Nacional Africano (CNA) e viu, em 1948, a instauração do apartheid - regime de segregação racial que vigorou na África do Sul por 46 anos. Lutou pela dissolução desse regime e pela igualdade legal e política entre negros e brancos. Também participou de organizações pacíficas com o CNA, onde por oito anos conduziu uma campanha contra o apartheid nos moldes gandianos de resistência pacífica; e no braço armado que surgiu dessa entidade, o “ Umkhonto We Sizwe”(Lança da Nação). Por suas atividades foi preso em 12 de junho de 1964.

O Estado de S. Paulo - 14/6/1964


Condenado à  prisão perpétua por traição foi enviado ao presídio de trabalhos forçados na Ilha de Robben, onde ficou até 1982, quando foi transferido para a prisão de Pollsmoor, na Cidade do Cabo.

Passou 27 anos na prisão, por mais de 10 anos em regime restritivo, com pouca ou nenhuma comunicação externa.

O Estado de S. Paulo - 8/9/1985


A reclusão não foi suficiente para alienar sua influência política. Pelo contrário. Sua tenaz recusa diante das propostas de acordos de atenuação de pena ou liberdade condicional, até que eles contemplassem o fim da legislação segregacionista do apartheid, fizeram dele o grande símbolo da resistência e da luta dos negros contra o regime sul-africano. 

Sua história mobilizou a opinião internacional a favor de sua libertação e contra o regime do apartheid, sua capacidade de negociação revelaram-se importantes para elaboração de planos de desmontagem do apartheid; suas habilidades políticas e seu discurso pacificador solidificaram a base social necessária para unificar uma nação dividia por anos de regime de segregação.

Já em 1985, Mandela expressava entre as preocupações centrais do Congresso Nacional Africano a unificação pacífica da África do Sul. Em entrevista falou sobre a questão, disse que “ao contrário dos brancos em outros lugares da África, os brancos da áfrica do Sul pertencem ao lugar - aqui é a casa deles” e reafirmou a posição de seu grupo, “nós queremos que eles vivam aqui conosco e compartilhem o poder conosco”.

O Estado de S. Paulo - 11/8/1985


Mandela encontrou meios de aplacar o temor dos brancos sul-africanos de uma retalhação e o desejo de justiçamento dos negros que viveram a violenta repressão desse regime, e evitou que o país mergulhasse em uma guerra civil durante a transição.

Foi solto em 11 de fevereiro de 1990. Em 1993, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, junto com o presidente sul-africano Frederik De Klerk.

O Estado de S. Paulo - 11/2/1990; 16/10/1993

 


Em 1994,  na primeira eleição multirracial do país foi eleito presidente.



O Estado de S.Paulo, 01/5/1994


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