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Mantega tem recorde de dias como titular da Fazenda

Ex-ministro foi quem chefiou a pasta por mais tempo; antes passou pelo Planejamento e pelo BNDES

14 de dezembro de 2014 | 1h 21
Liz Batista
O Estado de S.Paulo - 28/03/2006

Guido Mantega foi o ministro da Fazenda que mais tempo permaneceu no cargo, 8 anos e sete meses. Ele superou a marca de Pedro Malan, que ocupou o posto por 8 anos, nos dois mandatos de FHC. Mantega assumiu o posto no lugar de Antônio Palocci em 27 de março de 2006, e acompanhou o restante do primeiro mandato de Lula, todo o segundo e mais o primeiro mandato de Dilma Rousseff. No governo Lula também foi ministro do Planejamento, Orçamento e GestãoCuidou da pasta até 18 de novembro de 2004, quando foi nomeado pelo presidente para comandar o BNDES, depois da renúncia de Carlos Lessa. Entre os desafios e medidas que marcaram sua gestão na Fazenda estão: a guerra cambial, termo cunhado pelo próprio ministro para indicar a desvalorização artificial do dólar e suas consequências; a desoneração da folha de salários, que beneficia 56 setores da economia e foi defendida como uma medida eficaz para aumentar a competitividade da empresa nacional e reduzir o custo da mão de obra sem diminuir salários; e a redução - e até isenção em alguns casos - do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), adotado como estimulo ao investimento e ao consumo.

O Estado de S.Paulo - 28/9/2010, 13/9/2012 e 01/7/2014



Antes do PT chegar à Presidência, Mantega, que  integrava a equipe econômica do partido desde 1989 e era assessor pessoal de Lula para Assuntos Econômicos desde 1993,  foi um dos coordenadores do Programa Econômico do partido na campanha eleitoral para a Presidência em 2002. Coube à ele um papel estratégico para acalmar os mercados internacionais e reafirmar as intenções do partido de manter compromissos assumidos com investidores e credores. Antes de embarcar para a Europa para visitar investidores, falou ao Estado Reconheceu que o PT havia “acumulado fantasmas” que precisavam ser dissipados. “Estamos com ideias muito claras, temos uma estratégia muito eficiente que tem de ser conhecida por todos, principalmente pelos investidores externos, dos quais necessitamos para termos um crescimento de 4% a 5% do PIB no ano”, completou na entrevista publicada em 30 de junho de 2002.

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