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Massacre da Ilha Anchieta completa 60 anos

Maior carnificina da história prisional do Brasil, superada apenas pelo massacre do Carandiru, em 1992

22 de junho de 2012 | 13h 06
Rose Saconi e Luiz Rangel

O Estado de S. Paulo, 21 de junho de 1952


Diabo Louro, Sete Dedos, Portuga e Pereira Lima deixaram de ser apenas os 'nomes de guerra' dos presos revoltosos e assumiram papéis centrais na trama cheia de terror que tomou conta da Ilha Anchieta em 1952, naquela que foi considerada a maior carnificina da história prisional do Brasil. Cerca de 300 presos amotinados atacaram a guarda de surpresa e tomaram as instalações da ilha. “Gravíssima ocorrência no presídio da Ilha Anchieta”, estampava a manchete do Estadão no dia 21 de junho de 1952.

O levante liderado por esses detentos durou 16 horas, terminou com 16 mortos e algumas centenas de feridos, segundo dados oficiais da época. O número de mortos, porém, passou de 100, de acordo com a Associação Pró-Resgate Histórico da Ilha Anchieta e dos Filhos da Ilha.

Cobertura
. Nos dias posteriores à rebelião, continuava a cobertura dos enviados especiais do jornal que enviavam informações sobre a captura dos presos e do clima de guerra que vivia a população da cidade de Parati.

O Estado de S. Paulo, 22 de junho de 1952





O Estado de S. Paulo, 24 de junho de 1952 - Depois de queimarem arquivos, os presos fugiram em canoas para o continente.




História. Fundado em 1908 com o nome de Colônia Correcional da Ilha dos Porcos para abrigar presos comuns e menores infratores, chegou a receber presos políticos da ditadura Vargas na década de 30.

O Estado de S. Paulo, 29 de julho de 1909



A rebelião de 1952 não foi a primeira da história do presídio. Em 1933, cerca de 100 detentos chegaram a depredar o prédio e tomar o controle da guarda. A polícia, porém, conseguiu controlar a situação e não houve mortos.

O Estado de S. Paulo, 16 de março de 1933




Mudança de nome. Em 1934, em comemoração ao centenário de Anchieta, a Ilha dos Porcos passou a chamar-se Ilha de Anchieta.

O Estado de S. Paulo, 24 de março de 1934



Fechamento. Depois de três anos de julgamento, o presídio foi oficialmente extinto em 1955 e os detentos transferidos para Taubaté.

O Estado de S. Paulo, 1 de setembro de 1955





No dia 29 de março de 1977, o Governo do Estado criou no local o Parque Estadual da Ilha Anchieta, hoje administrado pela Fundação Florestal.






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