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Massacre de armênios completa 100 anos

Genocídio resultou na morte de 1,5 milhão de pessoas durante a Primeira Guerra Mundial

17 de abril de 2015 | 22h 14
Rose Saconi

Era a madrugada de 24 de abril de 1915 quando o Império Otomano iniciou a perseguição e a expulsão em massa dos armênios. Mais de 800 intelectuais, entre escritores, professores, religiosos, jornalistas e homens públicos, foram aprisionados na capital, Constantinopla (hoje Istambul), e deportados para os desertos da Anatólia, onde foram assassinados.

"Notícias recebidas de Constantinopla dizem que foram presos cerca de 400 armênios sob o pretexto de que foram descobertos planos de uma conspiração, com o fim de sublevar a Armênia contra a Turquia", noticiou o Estado logo nos primeiros dias quando foi iniciada a expulsão dos armênios.

O Estado de S. Paulo 28 e 29/4/1915
 

As notícias do massacre de armênios por turcos otomanos durante a Primeira Guerra Mundial foram publicadas no jornal entre 1915 e 1917. Estima-se que 1,5 milhão de armênios tenham sido mortos neste período.

O Estado de S. Paulo - 26/5/1915

Nos anos que se seguiram, a população da Armênia Ocidental foi destruída em massa nas regiões de Van, Erzerum, Bitlis, Kharberd, Sebástia, Diarbekir, Trebizond, bem como na Cilícia, Oeste da Anatólia e outras localidades. Após a derrota na guerra, os líderes turcos foram acusados por vários crimes, mas as sentenças não deram em nada, uma vez que a maior parte deles havia fugido do país.

O Estado de S. Paulo - 18/5/1915

Polêmica. A Turquia sempre negou as acusações do genocídio. Os turcos admitem que houve um conflito civil na época, quando os armênios se rebelaram contra o Império Otomano, precursor do Estado turco, porque não queriam atender a uma convocação para lutar na guerra.

O Uruguai foi o primeiro país do mundo a qualificar como genocídio, em 1965, o massacre contra os armênios. Atualmente, mais de 20 países reconhecem o episódio desta maneira, entre eles França, Itália, Rússia e Argentina, que abriga a maior comunidade armênia da América Latina e a terceira maior do mundo - com cerca de 100 mil membros. No último dia 13, o Papa Francisco descreveu as mortes na Armênia como o "primeiro genocídio do século 20".


Revista The Illustrated London News, Junho/Dezembro 1915

Armênios refugiados são resgatados por um navio francês. Reprodução

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