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Memorial, obra polêmica desde o projeto

Idealizado por Niemeyer, centro cultural foi criado para homenagear a união latino-americana

29 de novembro de 2013 | 16h 57
Gustavo Zucchi e Rose Saconi


O Estado de S. Paulo - 12/3/1989

Grandioso, caro e controverso. Assim foi classificado o Memorial da América Latina – misto de espaço destinado à preservação da cultura continental e à realização de eventos cívicos e congressos – na época de sua inauguração, em março de 1989. A obra, “menina dos olhos” do governador Orestes Quércia, teve alto custo – cerca de US$ 48 milhões, dez vezes mais do que o estimado.

A construção foi irregular e o trabalho, segundo parlamentares, foi entregue à construtora Mendes Júnior sem concorrência pública ou contrato. Foram feitos pedidos de liminar um ano depois do início das obras. Todos foram negados. Além disso, houve acusações de partidos de oposição, na época, sobre o despejo de famílias sem indenização.

O Estado de S. Paulo - 12/3/1989


Com projeto cultural de Darcy Ribeiro e arquitetura de Oscar Niemeyer, o Memorial foi concebido como um centro político e de lazer que homenageasse a união dos povos latino-americanos. As obras começaram em 1987.

O Estado de S. Paulo - 17/10/1987

Passou a ser um importante ponto da cidade, recebendo além de diversas exposições artísticas, vários líderes políticos como o presidente americano, Bill Clinton e o Papa Bento XVI. Hoje, além de espaço para eventos, o centro conta com um acervo de obras permanente.

O Estado de S. Paulo - 3/9/1989
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