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Nas páginas do 'Estado', a conquista do bi

Sem Pelé, Garrincha foi o craque da Copa de 62

14 de junho de 2012 | 16h 09
Rose Saconi

17 de junho de 1962


A seleção espanhola chegou ao Chile em 1962 na condição de favorita para conquistar o título mundial. O Brasil, com o mesmo time de 1958, era apontado por muitos como uma equipe desgastada e cansada. Mas a magia de um driblador brasileiro de pernas tortas, de 28 anos de idade, mostrou o contrário. Mané Garrincha, o 'jogador de Deus', ou 'de outro planeta', como chegou a ser definido pela imprensa internacional, foi o herói do bicampeonato mundial conquistado pela seleção brasileira no Chile. Foram seis jogos até o Brasil se sagrar bicampeão, e todos contaram com a cobertura do Estadão.




30 de maio

Brasil estreia na competição com uma magra vitória por 2 a 0 sobre o México.

2 de junho



O empate sem gols e sem brilho diante da Checoslováquia foi traumatizante para a equipe brasileira. Aos 28 minutos, Pelé deixou o gramado com distensão muscular e ficou fora da Copa.

O Estado de S. Paulo - 5/6/1962

6 de junho


No último jogo da primeira fase, o time entrou nervoso para encarar a então 'favorita' Espanha. Adelardo abre o placar aos 35 minutos. No segundo tempo, Garrincha fez duas grandes jogadas e ajudou Amarildo, o substituto de Pelé, que virou o placar com 2 gols. O Brasil ganhou moral para buscar o bicampeonato.


10 de junho – Quartas de final


A seleção brasileira não teve dificuldade para ganhar dos ingleses por 3 a 1, com dois gols de Garrincha e um de Vavá. Apesar da esperança no título, Pelé não retornou.

13 de junho

O Estádio Nacional de Santiago registrou o maior público do Mundial na semifinal entre a seleção da casa e o Brasil, 72.896 pagantes. Garrincha estava infernal e roubou a cena. Fez até gol de pé esquerdo e de cabeça. No fim, cansado de tomar pontapés e com um ferimento na cabeça, Mané chutou o traseiro de Rojas e foi expulso.Placar final: Brasil 4 X Chile 2. Após o jogo, Garrincha disse que não chutou o jogador chileno, mas apenas deu um "cutucão". Quanto ao ferimento, considerou "uma recordação do Chile".

17 de junho – A grande final




Os dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CDB), encabeçados por João Havelange qeu ficou muito irritado com o fato, conseguiram a absolvição de Garricha, que jogou a final diante da Checoslováquia. Mesmo com febre de 39 graus foi marcado por três adversários. Sobrou espaço para Amarildo e o restante da equipe. Resultado: 3 a 1 e o Brasil é bicampeão.

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