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Nat King Cole no Brasil

Cantor norte-americano ganhou o maior cachê da época mas não conseguiu conhecer Pelé

28 de outubro de 2015 | 15h 59
Rose Saconi


Acervo/Estadão

O cantor e pianista de jazz Nat King Cole desembarcou no Brasil em 1959 para uma turnê de sete dias no Rio e em São Paulo. Fez um grande show no Maracanãzinho, concedeu diversas entrevistas, participou de eventos e até almoçou com o então presidente da República Juscelino Kubitschek no Palácio das Laranjeiras. Só não conseguiu ver Pelé.

Apaixonado pelo Brasil, o cantor norte-americano chegou a marcar um encontro para conhecer os astros do futebol Didi e Pelé, mas os jogadores não puderam comparecer.

O Estado de S. Paulo - 11 e 15/4/1959
  

Chegada. O aeroporto do Galeão foi tomado por fãs e estudantes que foram recepcionar e aplaudir o astro. "Estou muito feliz. Durante minha permanência neste belo país deverei dar 14 espetáculos no Rio e outros 14 em São Paulo", declarou o músico que ganhara o cachê mais alto pago até então para alguém cantar ao vivo no Brasil, Cr$ 3 milhões, valor que hoje equivaleria a R$ 3 milhões, de acordo com o conversor de valores do Acervo.

Cole também se apresentou no Tijuca Tênis Clube e no Golden Room do hotel Copacabana Palace. Em São Paulo os shows foram no antigo Teatro Paramount. No repertório incluiu o samba Não tenho lágrimas. Foi a primeira e única vez do cantor em terras brasileiras. O músico teve uma vida curta, morreu de câncer aos 49 anos de idade, mas deixou sua marca inconfundível em centenas de gravações históricas, como na canção Unforgettable, um de seus maiores sucessos.

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Tag: Jazz

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