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Nunca haverá vilã como Odete Roitman

Beatriz Segall interpretou a maior personagem má da TV brasileira em 'Vale Tudo', de 1988

05 de setembro de 2018 | 14h 33
Edmundo Leite - Acervo Estadão

Beatriz Segall [1926-2018] certamente é muito maior que a sua personagem na novela Vale Tudo. Mas Odete Roitman, a megera milionária a quem a atriz deu vida na novela exibida pela Rede Globo em 1988, é maior vilã da teledramaturgia brasileira. Num país que assistiu e assiste novelas como ninguém, ser querida pelo público por uma personagem odiosa é uma honraria para pouquíssimos no ofício de interpretar. A morte de Odete Roitman e o mistério em torno de quem a matou parou o Brasil há 30 anos. Aos 92 anos, uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos se despede de seu público. Com a televisão que conhecíamos deixando de existir aos poucos, nunca mais haverá outra vilã como Odete Roitman.

Quem matou Odete Roitman? O mistério que ocupou o imaginário dos brasileiros em 1988 começou no capítulo 193, que foi ao ar no dia 24 de dezembro de 1988, pleno sábado  de Natal, com a vilã vivida por Beatriz Segall leva três tiros.

O mistério durou 13 dias e virou um dos principais assuntos do país. A novela de Gilberto Braga foi  reprisada duas vez, no Vale a Pena Ver de Novo e no canal Viva. E mesmo sabendo quem é o assassino, o público vibrava com a atuação de Beatriz Segall e seus colegas de elenco nas reprises. Relembre como foi a repercussão da morte da vilã em 1988.

O assassinato foi exibido um dia depois do previsto, à revelia de Gilberto Braga. De acordo com o cronograma da novela, a polícia acharia o corpo de Odete Roitman depois da discussão que ela tem com o genro Marco Aurélio no dia 23 de dezembro. Porém, a cena foi cortada por causa de um anúncio de uma empresa de seguros com Beatriz Segall. A campanha milionária  foi veiculada em vários jornais, inclusive no Estadão.

Campanha publicitária adiou a morte da vilã por um dia

Além da propaganda de seguro protagonizada pela atriz, a publicidade aproveitou para criar várias outras campanhas em torno do mistério.

Outra empresa que entrou na onda do mistério  foi a Maggi, que lançou uma promoção de 5 milhões de cruzeiros para quem acertasse o autor do crime.

Ao todo, foram gravados cinco cenas finais. A escolha daquela que iria ao ar aconteceu um dia antes da exibição, em 6 de janeiro de 1989.  A cena da morte de Odete registrou 81 pontos no Ibope, com picos de 92.

Em meio ao mistério, o Jornal da Tarde colocou a polícia no encalço do assassino.

Se por acaso você estivesse fora do planeta naqueles dias e não sabe quem matou Odete Roitman não leia o texto a partir daqui.

A revelação do mistério no final da novela rendeu 86 pontos com picos de 94.  Gilberto Braga optou em levar ao ar a versão em que  Odete Roitman havia sido morta por Leila (Cássia Kiss), que pensava estar atirando em Maria de Fátima (Glória Pires), que havia se tornado amante de seu marido, Marco Aurélio (Reginaldo Faria), ex-genro de Odete. Imperdível!

> Leia mais sobre Beatriz Segall

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