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O século das incertezas sobre o clima

Estudos sobre o clima mudaram no decorrer das décadas; no começo visavam benefícios econômicos

26 de setembro de 2013 | 16h 32
Liz Batista

O Estado de S.Paulo-14/12/1986



Há mais de meio século o clima do planeta preocupa o homem. O campo científico que estuda as mudanças climáticas se expandiu a partir da década de 1950. Na época os estudos giravam essencialmente em torno de questões de abastecimento, produção agrícola e desenvolvimento econômico. A produção agrícola em larga escala e o mercado internacional de commodities faziam crescer a demanda por profissionais que pudessem realizar previsões climáticas à longo prazo.


O Estado de S.Paulo - 27/11/1953




"(...)No transcurso dos últimos 25 anos, a queda média de chuva diminuiu bastante no sul do Brasil. No rico Estado de São Paulo a seca aumentou de modo alarmante, desde 1940. Acrescenta o informe que as duas explicações sobre a diminuição das chuvas no sul do Brasil são a derrubada das matas e um simples ciclo climático(...)"


Novas áreas da ciência surgiram, e à medida que investigavam as causas das variações climáticas as teorias que apontavam o homem como o principal responsável pela imprevisibilidade do clima aumentavam.

Com os anos 1970 vieram as previsões de um futuro calamitoso. Mesmo sem consenso, desde então, vigora a noção de que é o homem o culpado pelas alterações nas temperaturas do globo e portanto cabe a ele mobilizar-se para conter os danos ao ambiente e ao clima.


O Estado de S.Paulo - 5/7/1972, 19/1/1975 e 5/9/1976



       


Foi naquela década que surgiu o Greenpeace, (1971), e que a ONU se voltou para as questões ambientais, criando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o PNUMA (1972). Em 1988, o PNUMA e a Organização Meteorológica Mundial uniram-se para fundar o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC.


O órgão intergovernamental se tornou autoridade sobre o tema. Seus relatórios científicos sobre os impactos da ação do homem nas mudanças climáticas são mundialmente respeitados. Hoje, as informações contidas nos boletins do IPCC embasam tanto metas de políticas de redução de emissão de gases quanto proposições para o desenvolvimento de uma economia sustentável.



O Estado de S.Paulo - 5/5/2007


 



Década de 1950. A preocupação com mudanças climáticas referia-se sobre o impacto na agricultura. No Estado, matérias alertavam para os prejuízos que impunham à produção agrícola do País e falavam sobre os mais novos investimentos no estudo da Climatologia Agrícola. No campo científico, especialistas analisavam as mudanças de temperatura através das alterações nas áreas geladas do globo.



O Estado de S.Paulo - 30/3/1955



Década de 1960.
Na trilha dos movimentos contestatórios dos anos 1960, os movimentos ecológicos surgiam e  deixavam suas marcas nas manifestações de contracultura do período. Críticas às sociedades industriais e de consumo e prognósticos catastróficos embasavam suas propostas para uma nova relação do homem com o meio ambiente. O combate ao desmatamento, tema de diversas campanhas, era visto como alternativa para reduzir os efeitos das  mudanças climáticas.


O Estado de S.Paulo - 01/10/1967





Década de 1970. Aqueles anos foram marcados por previsões catastróficas sobre o futuro do clima no planeta. Muitos apoiaram as teorias de resfriamento global. Os países passaram a investir em estudos sobre o clima. Até a Central de Inteligência Americana (CIA) produziu um relatório sobre o tema.  Publicado em maio de1976, o documento revelava que muitos governos tentaram esconder quedas na produção agrícola e calamidades econômicas causadas por recentes mudanças climáticas.


O Estado de S.Paulo- 14/5/1978 e 5/8/1979

  






Década de 1980.
As anomalias climáticas observadas ao longo do século XX mobilizam a comunidade científica internacional, grupos intergovernamentais são criados para estudar o tema e propor soluções. O aumento nas temperaturas médias do planeta e o efeito estufa são os novos vilões a ameaçar o futuro da terra.


O Estado de S.Paulo- 3/2/1980, 27/5/1989 e 18/12/1988











Década de 1990. A pressão internacional para redução de emissão de gases poluentes se intensifica. Os olhos se voltam para as grandes potências na ECO-92, no Rio de Janeiro e na assinatura do protocolo de Kyoto em 1997, no Japão.



O Estado de S.Paulo- 15/6/1992 e 2/12/1997








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# Capa com cartaz do filme King Kong em 1933

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