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Os candidatos à Presidência no Acervo

Estadão Acervo revela o passado dos candidatos à Presidência da República

03 de outubro de 2014 | 16h 04
Liz Batista

A eleição presidencial de 2014 vai deixar marcas na história política brasileira. Esta é a primeira vez que três mulheres, Dilma Rousseff, Marina Silva e Luciana Genro, disputam o cargo. Outro fato marcante é que sete, dos onze candidatos na disputa, começaram a vida política em partidos de esquerda. Quatro deles, Marina Silva (PSB), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL) e Mauro Iasi (PCB) foram filiados ao PT, e hoje fazem oposição ao antigo partido. Veja abaixo, em detalhes, a vida política dos candidatos registrada no Estado:


O Estado de S.Paulo - 04/01/1970


Dilma Rousseff.
Dilma Vana Roussef Linhares”, sob essa grafia aparecia pela primeira vez no Estado o nome da atual presidente da República. A notícia se referia ao período em que Dilma Rousseff era militante da organização de esquerda COLINA (Comando de Libertação Nacional), que em 1969 foi integrada à VAR- Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Seu nome apareceu no Estado em 04 de janeiro de 1970, num período em que jornal vivia sob censura. A matéria tratava da identificação dos militantes acusados no envolvimento do sequestro de um avião desviado para Cuba onde militantes encontrariam refúgio. Nela era discutida a atuação de Cláudio Galeno na ação, na época, marido de Dilma. O texto informava a relação de Dilma com Galeno e que ela se encontrava “desaparecida e com prisão preventiva decretada”. Segundo o delegado David Hazan, do DOPS, ela era a “mais politizada". A atual presidente da República seria presa pelos militares 24 dias depois. A  prisão foi noticiada em 28 de janeiro de 1970. Processada dentro da Lei de Segurança Nacional, que vigorava durante a ditadura militar, ela foi levada a julgamento sob a acusação de atividades subversivas. Em 18 de novembro de 1970, o Estado publicava  as declarações dadas por ela à 1ª Auditoria do Exército. Segundo a matéria, Dilma afirmou “ser militante da VAR-Palmares”, e que “seus depoimentos prestados na fase do IPM (Inquérito Policial Militar) foram obtidos sob coação moral e psicológica”. 


O Estado de S.Paulo- 25/8/1991


Marina Silva. Vereadora por Rio Branco em 1989 e deputada estadual pelo PT do Acre de 1991 até 1994, Marina Silva apareceu pela primeira vez nas páginas do Estado em 25 de agosto de 1991. Ela, juntamente com o deputado Nilson Mourão, também do PT, denunciavam pagamento irregular de salários a deputados na Assembleia do Acre. Depois, em 17 de outubro de 1994, voltou a aparecer no noticiário após conquistar uma vaga no Senado. À reportagem, Marina declarava seus objetivos como senadora, “não penso só no Acre, que vou representar, mas em toda a região, que precisa de um projeto de desenvolvimento autossustentado que distribua melhor a renda, elimine a miséria e nossos problemas sociais (...) vou lutar por programas agroflorestais e agroindustriais que garantam emprego e preço justo para a produção”.

Veja mais sobre a trajetória de Marina Silva



O Estado de S.Paulo - 20/5/1984



Aécio Neves. O candidato mineiro ingressou na política aos 23 anos de idade através de seu avô, Tancredo Neves. Na época era seu secretário particular quando Tancredo era governador de Minas Gerais. A primeira menção ao nome de Aécio no Estado data de 20 de maio de 1984, dois meses antes do lançamento da candidatura do avô pelo PMDB para a eleição presidencial indireta de 1985. A matéria falava sobre o intenso ritmo de trabalho de Tancredo, que surpreendia até “seu neto e secretário particular Aécio Neves”. Com a morte de Tancredo, em 21 de abril de 1985, antes que pudesse assumir como presidente, Aécio foi visto como principal depositário dos ideais políticos do avô. Seguiu carreira na política. Foi diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal e depois em 1987,  pelo PMDB de Minas Gerais, se tornou o mais jovem deputado da Constituinte, para defender “os interesses e anseios da juventude”, declarou o atual candidato do PSDB.  


Veja mais sobre a trajetória de Aécio Neves


O Estado de S.Paulo- 03/7/2000

Pastor Everaldo. Carioca do bairro de Acari, o pastor Everaldo Dias Pereira começou a ganhar espaço na política do Rio de Janeiro na administração do governador Anthony Garotinho (então filiado ao PDT), quando ocupou o cargo de subsecretário de Gabinete Civil. Na época era coordenador do programa "Cheque Cidadão" que distribuía cheques de R$ 100,00 a 27 mil famílias carentes do Rio. 90% dos cadastrados no programa eram de igrejas evangélicas. Em 03 de junho de 2000 o Estado mencionou seu nome pela primeira vez. A matéria tratava da contestação do programa por parlamentares cariocas, que tentavam abrir uma CPI na Assembleia para investigá-lo. “Todas essas denúncias contra o Cheque Cidadão não passam de perseguição política contra os evangélicos”, declarou Everaldo, que afirmava ser  “um administrador de empresas” e ter um trabalho “puramente profissional”. Nada foi provado contra o pastor. 



O Estado de S.Paulo- 07/10/1994
 

Luciana Genro. Em matéria publicada no Estado de 07 de outubro de 1994, durante a disputa por vaga no legislativo gaúcho, o nome de Luciana Genro aparecia entre o dos candidatos com boas chances de vitória. Foi a primeira menção à atual candidata à Presidência pelo PSOL no jornal. Luciana, na época filiada ao PT, foi eleita para o cargo aos 23 anos de idade. Representante dos professores e dos movimentos populares, a deputada era conhecida por sua  atuação combativa no Legislativo. Em um artigo que traçava projeções sobre a base partidária com a qual Lula trabalharia se eleito (Estado de 22 de outubro de 2002) lembrou que era conhecida  por “não abrir mão de convicções”, “defender posições mais à esquerda que as do pai nos debates internos do PT ”, e por “entre a disciplina partidária e o compromisso com suas bases” ter optar pelo segundo “ao menos uma vez”. A postura levou à sua expulsão do partido após votar contra a reforma da Previdência, em 2003. 

Veja mais sobre a trajetória de Luciana Genro

O Estado de S.Paulo- 20/7/1982
 

Eduardo Jorge. O candidato do PV teve seu nome mencionado pela primeira vez no Estado na edição de 20 de julho de 1982. Na data, ele disputava vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, pelo PT. O nome de Eduardo Jorge aparecia entre os demais candidatos do partido ao Legislativo. O foco principal da matéria era a campanha de Lula pelo governo de São Paulo, sua primeira disputa eleitoral. Eduardo Jorge saiu vitorioso das urnas. Voltou ás páginas do Estado em 25 de fevereiro de 1983, quando ao lado da então vereadora Luiza Erundina visitou as vítimas do transbordamento do córrego Rincão, na Penha.



Veja mais sobre a trajetória de Eduardo Jorge


O Estado de S.Paulo- 01/8/1965 

Eymael.  Antes de ser deputado constituinte pelo PDC, José Maria Eymael foi presidente da Associação Brasileira das Empresas Organizadoras de Congressos, era palestrante conhecido na área de “técnicas de congressos e eventos”. Em 01 de agosto de 1965 apareceu pela primeira vez no Estado em publicidade que celebrava a inauguração da maior usina de oxigênio líquido da América do Sul.


Veja mais sobre a trajetória José Maria Eymael



Estado de S. Paulo- 09/11/1986

 

Levy Fidelix.  Foi como apresentador da 'TV Informátika' que o candidato passou a ser conhecido pelo público. Sua incursão na política se deu em 1986, quando se candidatou para deputado federal pelo PL de  São Paulo. Sua bandeira, na época, era a “independência brasileira na informática”, como mostrava o santinho publicado no Estado de 09 de novembro de 1986, na primeira menção a Fidelix  no jornal.


Veja mais sobre a trajetória Levy Fidelix



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# Capa do jornal de 16/11/1889

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