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Os Melhores do Esporte completa 35 anos

Pesquisa do Estadão com jornalistas de todo o Brasil elege anualmente a nata do esporte

08 de dezembro de 2012 | 19h 52
Carlos Eduardo Entini

Há 35 anos, centenas de jornalistas esportivos de todo o Brasil são convocados para eleger a nata do futebol brasileiro da temporada, craque e time, jogador revelação, seleção ideal e também os principais fatos do futebol e do esporte, sejam do Brasil e do mundo. A Pesquisa Estadão de 2012 com os melhores de 2012 será divulgada nesse domingo, dia 9.

O Estado de S. Paulo - 14/12/1978

Na primeira edição a pesquisa ficou restrita ao campeonato paulista


A pesquisa Melhores do Estado de S. Paulo começou em 1978, com a eleição dos melhores jogadores, técnico e árbitro do futebol do Campeonato Paulista. E, a partir do ano seguinte, se estendeu para outros fatos esportivos do País e do mundo e personalidade do ano. Telê Santana, o treinador mais votado com seis indicações, revelou em 1981 que só aceitou a ser técnico da seleção brasileira após ser consagrado com os votos da Pesquisa do Estado.

O Estado de S. Paulo - 15/12/1981

Entrevista em que Telê afirma ter sido influenciado pela Pesquisa Estado para assumir a seleção


Com os resultados de três décadas de pesquisa é possível traçar por onde tem caminhado o futebol e o esporte nacional e internacional. A seguir, um levantamento inédito dos resultados das principais categorias e de outras da pesquisa:

Craque. Careca e Romário foram os jogadores mais votados pelos jornalistas, mas Careca se destacou porque foi eleito quatro vezes consecutivamente, de 1986 a 1989.

Time. São Paulo está disparado na frente. Foi eleito onze vezes o melhor time da temporada (85/86/87/89/91/92/93/05/06/07/08). Em segundo lugar estão Corinthians e Cruzeiro, ambos com quatro. A categoria existe desde 1981.

Técnico. A categoria técnico, junto com a do time, está na pesquisa desde a primeira edição. Telê Santana é disparado o melhor com seis vitórias (79/81/87/91/92/93). Em 1981, Telê Santana revelou que só aceitou ser técnico da seleção depois de ser eleito na Pesquisa Estado, "a pesquisa ajudou muito e influiu muito na minha indicação como também para que eu decidisse aceitar o convite feito pela CBF". O atual técnico, Luiz Felipe Scolari, foi eleito em três ocasiões (95/96/99).

Árbitro. Arnaldo César Coelho foi eleito o melhor árbitro 6 vezes (83/82/84/85/88/89). Em 2011, 30% dos jornalistas votaram em 'ninguém'. A categoria também está desde a primeira edição, em 1978.

Seleção. No primeiro ano da Pesquisa só foi escolhida a seleção com jogadores do Campeonato Paulista. Abaixo seguem os jogadores mais votados por posição. O destaque fica com Cafu. Ele reinou por treze anos na posição de lateral direito. Treze anos consecutivos. O lateral esquerdo Roberto Carlos, quase chegou lá, foi eleito o melhor jogador da posição onze vezes, também consecutivas.

Goleiro
Zetti - 4 vezes - 91/92/93/94
Rogério e Taffarel também foram eleitos o melhor goleiro 4 vezes, mas não consecutivas.

Lateral direito - Cafu - 13 vezes - 91/92/93/95/96/97/98/99/00/01/02/03/04

Zagueiro 1 - Oscar - 7 vezes - 79/80/81/82/83/84/85

Zagueiro 2 - Lúcio 7 vezes - 00/01/05/06/07/08/10

Lateral esquerdo - Roberto Carlos - 11 vezes - 93/94/95/97/99/00/01/02/03/04/05

Volante 1 - Hernanes - 08/09/10 - Mauro Silva – 91/92/96 - Vampeta - 98/99/00

Meia 1 - Sócrates - 81/82/83

Meia 2 - Kaká - 03/04/05/07/08/09

Meia 3 -Ronaldinho Gaúcho - 03/04/05/07/08

Atacante 1 - Serginho Chulapa - 80/81/83/84

Atacante 2 - Romário - 94/99/00/01

Esquema tático. A análise do esquema tático, à partir das seleções escolhidas pelos dos jornalistas desde 1979, mostra  a predominância do 4-4-2, foram 24 vezes. Em seguida ficou o 4-3-3, formado em oito edições. O esquema 4-2-4 se formou uma vez, em 1985.

O Estado de S. Paulo - 25/12/2005

Em 2005, o primeiro jogador argentino a ser considerado o melhor do Brasil


Personalidades do ano. A personalidade do ano começou em 1980. O primeiro foi o presidente da CBF Giulitte Coutinho. Naquele momento os jornalistas tinham uma expectativa positiva do futebol brasileiro. O campeonato nacional havia sido reformulado e a CBF adotou critérios técnicos para escolher os clubes que participariam do campeonato, na época 40. As reformulações também foram escolhidas como fatos principais do futebol nacional de 1980.

A personalidade que mais foi indicada durante a história da Pesquisa, foi Ayrton Senna, quatro vezes. Ele é seguido por Guga, que teve três indicações. Em 1999, a categoria foi desmembrada para dar vez às mulheres. Destaque feminino do ano é uma das categorias mais disputadas. Foram escolhidas duas vezes Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Fabiana Murer, Laís de Souza e Maurren Maggi.

Fatos negativos. Nem só de vitórias a pesquisa tem vivido. As principais tragédias e fatos constrangedores do esporte também foram registrados pelos jornalistas. O casos da morte de Ayrton Senna em 1994, a briga entre torcedores no Pacaembú em 1995, a morte do jogador Serginho no campo em 2004 e o desabamento de torcedores das arquibancadas do Maracanã em 1992 estão entre as tragédias do esporte registradas pela pesquisa.

Casos de corrupção também foram apontados pelos jornalistas. O primeiro escândalo eleito como um dos fatos do ano, foi o da loteria italiana em 1980. No Brasil, os escândalos escolhidos foram o caso dos 'gatos', jogadores que fajutavam a data de nascimento, em 1999, a CPI do futebol em 2000 e o escândalo do apito em 2005.

O inusitado no esporte. As mordidas de Mike Tyson na orelha Evander Holyfield foi o fato do esporte internacional da edição de 1997. E a impensável invasão de um espectador da maratona de Atenas de 2004, que tirou o brasileiro Vanderlei Cordeiro da liderança da prova foi escolhido na edição daquele ano como o fato do esporte internacional. A categoria existe desde 1999, e junto com a personalidade feminina, foi a última a entrar na Pesquisa Estadão.

Argentino, o melhor do Brasil. Por duas vezes os melhores jogadores do futebol nacional foram argentinos. Em 2005, Carlitos Tevez, então jogador do Corinthians, foi eleito o craque do ano. Cinco anos depois, foi a vez de Conca, do Fluminense.

Colaboraram na compilação e análise dos dados, Wilson Baldini Jr e Valéria Zukeran.

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