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Prédios de São Paulo: Arouche

Inaugurado durante a 2ª Guerra, o prédio oferecia como diferencial abrigo antiaéreo

12 de dezembro de 2013 | 0h 12
Cley Scholz

Lançado no fim da Segunda Guerra, o edifício Arouche foi anunciado na edição do Estado do dia 15 de junho de 1944 como uma das primeiras construções em condomínio a ser terminada na cidade de São Paulo.

O Estado de S.Paulo-15/6/1944

No número 184 do largo, o prédio tinha como principal atrativo o fato de ter um abrigo antiaéreo, o que deveria ser uma vantagem tão importante na época quanto uma “varanda gourmet” de hoje. O anúncio destacava as linhas sóbrias e elegantes, a excelência da localização “em um dos bairros mais centrais da cidade” e o conforto dos apartamentos.

O empreendimento da companhia Mendes Figueiredo foi construído por Perez de Moraes e Barros Leite. O prédio ainda existe hoje, mas nem o síndico sabe do abrigo antiaéreo.

A região sofreu com a falta de segurança nos anos 1970 e 1980. Antigamente conhecida por sua tradicional feira livre e por suas barracas de flores, o largo passou a ser conhecido como uma  região de prostituição de São Paulo, a Boca do Lixo.

Nos anos 1990, projetos de revitalização da região central traziam de volta a beleza de outros tempos às ruas do Arouche. Na mesma época o sucesso do programa humorístico 'Sai de Baixo' tornavam a região nacionalmente conhecida (saiba mais nas páginas salecionadas abaixo). Com a chegada da Linha Amarela do Metrô à Praça da República, em 2011, a região valorizou-se.

O largo, conhecido pelas floriculturas, restaurantes e arquitetura histórica, tem esse nome porque eram terras do coronel Arouche de Toledo Rondon, que usava a área para exercícios militares.

Veja mais:
O Arouche hoje

Acompanhe a série:
Prédios de São Paulo: Copan
Prédios de São Paulo: Martinelli
Prédios de São Paulo: Shopping Iguatemi

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