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Prédios de São Paulo: Baronesa de Arary

O anúncio do maior residencial da Avenida Paulista prometia valorização

06 de outubro de 2014 | 12h 22
Liz Batista

Aproveite estes alicerces para levantar seu lar e suas economias”, assim era anunciado o início das obras do Condomínio Residencial Baronesa de Arary, na edição de 25 de setembro de 1954 do Estado. Na esquina da Avenida Paulista com a Rua Peixoto Gomide, ao lado do Parque Trianon e quase em frente do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), o imóvel é o maior edifício residencial da Paulista, com 559 apartamentos (de diferentes tipos) e cerca de 3,8 mil moradores. 

O Estado de S. Paulo - 25/9/1954 

>>O prédio hoje  

Foi em meio a um acelerado processo de mudanças desencadeado pela industrialização e urbanização de São Paulo, que, em meados dos anos de 1950, o edifício começou a ser erguido. A publicidade afirmava que o imóvel estava “destinado a uma valorização sem precedentes”. Nessa época a Paulista  mudava de fisionomia. Os  aristocráticos casarões, do tempo dos barões do café, começavam a dar lugar aos edifícios. Primeiro vieram os prédios luxuosos. Depois, os condomínios nos quais conviveriam pessoas de diferentes níveis econômicos, sociais e culturais, como o Baronesa de Arary. A promessa de valorização se concretizou. Até hoje a região é uma das mais nobres da cidade.


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A história do Baronesa. Briga entre condôminos, ações judiciais, batalhas internas pelo poder, períodos de prestígio e decadência, deterioração e desapropriação, a história do edifício, que carrega no nome uma  homenagem a Maria Dalmácia de Lacerda, a baronesa que viveu durante anos naquele no terreno, foi contada pelo jornalista José Venâncio de Resende, no livro Baronesa de Arary - Nobres, Pobres, Artistas, Oportunistas” de 2003. Segundo o autor, o período de glória foi nos anos de 1960, quando virou ponto de encontro da classe teatral e centro de difusão da alta moda, graças a Casa Vogue. A cobertura pertencia ao casal Walmor Chagas e Cacilda Becker, que utilizava o salão de festas para saraus. E, posteriormente, virou salão de debates sobre a censura imposta pelo regime militar. O condomínio foi interditado em 1993, pelo Departamento de Controle de uso de Imóveis (Contru), por risco de incêndio.

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