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Prédios de São Paulo: David C. Cury

Edifício foi construído no auge da Cinelândia Paulista; região chegou abrigar dezenas de cinemas

17 de fevereiro de 2014 | 10h 06
Cley Scholz

"Uma jóia da arquitetura e conforto embelezando a Cinelândia." Foi assim que a imobiliária Itaóca definiu o Edifício David C. Cury no anúncio do seu lançamento, em 1º de outubro de 1950. O prédio manteve-se fiel ao estilo e continua com a mesma aparência até hoje, na esquina da Rua 24 de Maio com a Avenida Ipiranga, de frente para uma das esquinas da Praça da República. 


O Estado de S. Paulo - 1/10/1950

>> Acompanhe a série 'Prédios de São Paulo'

O anúncio reproduzido acima destacava vantagens do imóvel: "Entregamos ao comércio paulista este moderníssimo e elegante prédio, construído especificamente para fins comerciais, contendo espaço - nas salas e salões, de 13 e 125 metros quadrados, todos de frente.  Acabamento esmerado, abundante luz solar.  Já se acham instaladas as empresas seguintes: Pnair do Brasil, Cruzeiro do Sul, Aerovias Brasil, Braniff Airway, Philco Rádio e Televisão e outras".


O edifício David C. Cury foi construído num momento de glória da chamada Cinelândia Paulista, região romântica entre as esquinas das Avenidas São João e Ipiranga. No auge, a Cinelândia chegou abrigar 30 salas de cinema entre as décadas de 1930 e 1950. Na década de 1970 viu sua frequentação ruir na mesma proporção em que assistiu a degradação da região. Veja abaixo nas 'Páginas Selecionadas' como os projetos tem reanimado a vida cultural do cento.

>> Veja o prédio hoje

Ao lado do prédio fica o cinema Marabá, um dos lugares mais chiques do centro nas décadas de 1950 e 1960, onde o traje obrigatório era black-tie e vestido longo. Após passar por uma reforma pensada pelo arquiteto Ruy Ohtake, o cinema reabriu suas portas em 2009. Animado com a revitalização o arquiteto afirmava que o projeto servia “para mostrar que a revitalização do centro só poderá existir por meio da cultura. Espero que seja um passo importante para a região retomar sua importância.”A sessão de reinauguração, em 30 de maio, não refletiu o sucesso de outros tempos. O hall ficou repleto de curiosos, mas apenas quatro pagantes prestigiaram a primeira sessão.

Se já na época a construção a localização era anunciada como privilegiada, hoje é mais ainda: o edifício fica a poucos metros da Estação República do Metrô.


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