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Quem foram as sufragistas

Estadão Acervo contou a história das feministas no começo do século 20

13 de janeiro de 2016 | 17h 02
Liz Batista

 

Policiais  prendem sufragista em 1913. Reprodução/The Graphic

O drama inglês As Sufragistas levou para as telas a luta das mulheres pelo direito ao voto na Inglaterra no início do século 20. A chegada do filme aos cinemas brasileiros coloca em evidência esse período da história. O Estado registrou em suas páginas a trajetória do movimento sufragista e suas conquistas no campo dos direitos civis.

O Estadão Acervo já contou em algumas matérias a história das primeiras militantes a saírem às ruas de Londres para reclamar seus direitos.Mostrou a incursões das sufragistas no incipiente território das ações terroristas e as técnicas de desobediência civil usadas por elas (Leia: Por voto, feminista morre em Derby e Um "Velázquez" é retalhado pelo direito de voto ).

Os jornais da década de 1910 guardam capítulos marcantes do movimento, como a prisão e o julgamento de Emmeline Pankhurst, fundadora e líder da União Social e Política das Mulheres, e a emblemática morte da ativista Emily Davison no Derby de 1913. Confira:

Emmeline Pankhust. Foi sob a firme liderança de Pankhust que o grupo sufragista União Social e Política das Mulheres, o Women’s Social and Political Union (WSP) viu em 1918 a primeira conquista sufragista. Naquela ano uma reforma eleitoral permitiu que algumas mulheres votasse. Mas somente em 1928 o sufrágio universal feminino na Inglaterra foi.

Foram 15 anos da fundação do USPM até o ato reformador. Nesse tempo, a sufragista esteve à frente do movimento e foi a figura pública que deu voz aos anseios políticos das ativistas.

Pankhust foi presa mais de dez vezes. Mesmo na prisão, seguiu como uma agente mobilizadora. Liderou greve de fome entre as prisioneiras para atrair atenção à causa sufragista. Denunciou as más condições dada às presas políticas e a utilização de técnicas de alimentação forçada. Em 1913 assumiu a responsabilidade por um atentado contra uma propriedade do ministro das Finanças inglês, Lloyde George. Foi julgada, condenada e presa. Seu nome, e a causa sufragista, ganharam os jornais do mundo.  


O Estado de S.Paulo - 25/02/1913
 

A mártir do Derby. Em 1913, o famoso Derby de Epsom foi palco da trágica morte da sufragista Emily Davison. A moça foi atropelada e morta pelo cavalo do rei da Inglaterra ao tentar colocar no animal um broche do movimento feminista durante a corrida. Até hoje o ato de Davison divide opiniões. Alguns acreditam na sua intenção de tornar-se uma mártir da causa sufragista. Outros dizem que sua morte teria sido um acidente.  

A cena, que pode ser vista aqui, foi capturada em filme e exibida nos noticiários de Cinematógrafos por toda a Europa. A morte da jovem levou à maior manifestação feminista vista até então. Em 17 de junho cerca de seis mil mulheres marcharam pelas ruas de Londres pedindo o direito de votar.  

O Estado de S.Paulo -  17/7/1913

Atos das sufragistas. Janelas quebradas, bombas em caixas de correio, obras de arte retalhadas, lordes e ministros agredidos. A lista de atos de vandalismo e agressões perpetradas pelas militantes do direito ao voto era extensa.



O ataque contra o premiê foi capa da revista The Illustrated London News de 27/7/1912   


Em 1909, Winston Churchill, então ministro do Comércio da Inglaterra, foi recebido de “chicote em punho” por uma ativista, que desferiu-lhe algumas chicotadas antes de ser desarmada. Em um ano, o Estado noticiou três ações sufragistas contra o primeiro-ministro do Reino Unido, Herbert Henry Asquith. Em fevereiro de 1912, ele foi agredido com um saco de farinha, em julho escapou de um ataque com uma faca e quase teve o palco do teatro onde discursaria incendiado por uma militante.


O Estado de S.Paulo - 11/3/1914


Em 1914, uma obra rara do pintor espanhol Diego Velázquez foi rasgada com um cutelo por uma sufragista na Galeria Nacional de Londres. A Biblioteca Carnegie, em Birmingham, a Abadia de Westminster, a Igreja de São Jorge, na praça Hannover e várias casas vazias pertencentes a parlamentares também sofreram atentados.  

 Charge das sufragistas de 1914. A imagem mostra as militantes parando sua marcha diante da Primeira Guerra Mundial. Reprodução/Revista Careta

Tag: Feminismo

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