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Record, 60, preserva evolução das tecnologias de TV

Além das imagens, acervo da emissora testemunha os diversos formatos de gravação em seis décadas

27 de setembro de 2013 | 17h 37
Amélia Antunha

A TV Record, a mais antiga em operação do Brasil, completa 60 anos. O acervo da emissora conta parte significativa da TV brasileira. Poderia contar mais se não fossem os seis incêndios que destruíram boa parte do material. O primeiro deles aconteceu em 1966, e o último em 1992. Mas, independente dos incêndios, o acervo da TV Record registra as diversas mudanças nas tecnologias usadas no armazenamento de imagens.



Hebe Camargo ajuda na retirada de equipamentos no incêndio na TV Record em 1966,
o primeiro de seis que destruiram boa parte do arquivo. Acervo/Estadão


Na década de 50, as primeiras matérias de um telejornal, por exemplo, eram captadas em filmes de 16mm em preto e branco. Conhecidos como filmetes, eles precisavam ser revelados e depois montados. Eram vistos numa moviola (mesa de montagem) constituída de dois rolos (um de entrada e outro de saída), uma manivela para movimentá-los, uma série de engrenagens por onde o filme passava e um visor, que permitia ao “montador” ver o filme em movimento para selecionar, cortar e colar pedaços. Hoje, isso é feito através de telecinagem. A TV Record tem cerca de 17 mil filmetes antigos preservados no formato original de 16mm. Entre as raridades no formato está a chegada ao Brasil da Seleção Brasileira, vitoriosa em 1958 após conquistar o bicampeonato mundial de futebol na Suécia. Depois do formato 16mm foi a vez Quadruplex (ou 2 polegadas).



Além da história da televisão, o arquivo da Record registra a evolução do armazenamento das imagens. Luiz Prado/Estadão


A transição aconteceu nos anos 1960 e o formato Quadruplex foi usado até 1983. Em cerca de 700 fitas Quadruplex estão as imagens do show de Stevie Wonder (1971), da Apolo XI (1969) e da Apolo XV (1971). E ainda, imagens da entrega do Oscar em 1972 e 1973 e do GP de Monza de 1972.

De 1976 a 1984, outro formato utilizado nas gravações foi o de '1 polegada', também conhecida como VPRs. O Acervo de VPR conta  com 832 fitas. No formato está registrado o programa 'A Buzina do Chacrinha' exibido pela emissora nos anos 1970. Na mesma década também foi usada a U-Matic. Nesse formato são 4.110 fitas. Antes de chegar ao Beta Digital, formato utilizado atualmente, as imagens foram registradas em Beta analógica, utilizadas a partir de 1994.

Preservação. Através dos anos algumas dessas mídias enfrentaram os problemas da oxidação comum às películas antigas. O formato beta também apresentou problemas de conservação. As fitas foram perdendo a nitidez e a cor foi se desbotando, apesar das condições ideais de armazenamento.


Filmetes de 16 mm do arquivo da TV Record. Mônica Zarattini/Estadão


A emissora inaugurada em 27 de setembro de 1953, no bairro de Congonhas, não vai comemorar a data como planejava. A digitalização do acervo não foi possível por causa dos “direitos conexos”, conforme informou a colunista do Estado, Cristiane Padiglione. Em compensação lançou o site 'Record + 60 anos' que conta os principais momentos da história da emissora paulista. 

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