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Rotogravura revela bastidores da Revolução de 1932

Duas edições do suplemento foram dedicadas ao movimento que tomou conta de São Paulo

08 de julho de 2015 | 18h 16
Liz Batista

Retratos dos estudantes mortos estampou capa do Suplemento Rotogravura de 25/8/1932. Acervo/Estadão

Motivada pelos desfechos da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência e significou perda de poder e autonomia política para a elite de São Paulo, a Revolução Constitucionalista de 1932 fez os paulistas pegarem em armas. Naquele ano, enquanto as forças políticas e econômicas de São Paulo exigiam uma nova Assembleia Constituinte, novas eleições e o fim do governo provisório, o descontentamento com os interventores nomeados pelo governo provisório se espalhou também pelas classes populares. Em meio ao clima de tensão, a morte de cinco estudantes, que tomaram parte na manifestação contra os interventores, se transformou no estopim da Revolução Constitucionalista, o maior conflito militar da história brasileira no século 20. O Suplemento em Rotogravura do Estado guarda um retrato ímpar do levante iniciado em 9 de julho de 1932Navegue pela galeria e conheça mais sobre a revolução que marcou a história de São Paulo e do País.


Duas edições, a de agosto e de setembro de 1932, foram dedicadas ao movimento. As mais de 30 páginas publicadas trazem imagens de personagens conhecidos dos livros de História - como os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que foram transformados em mártires da causa; o general Isidoro Dias Lopes, comandante e idealizador da revolução - e também revelam rostos dos voluntários desconhecidos - como as senhoras e senhoritas que costuravam as fardas para as tropas constitucionalistas; e os jovens que compunham os muitos batalhões formados por civis.

O Estado de S. Paulo - 10 e 18/7/1932
 

Após 84 dias de combates e com um saldo de cerca de mil mortos, a revolução chegou ao fim após a assinatura da armistício, em 2 de outubro de 1932. Derrotado no campo de batalha, o movimento viu seus objetivos políticos alcançados. Em 1933, Getúlio Vargas nomeou um paulista, Armando de Sales Oliveira, interventor de São Paulo. Em 1934 uma nova Constituição foi promulgada.

Tag: Revolução Constitucionalista

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