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São Paulo congelou em 1918

Geadas atingiram a capital e interior; paulistanos sapatearam sobre bloco de gelo no rio Tietê

24 de julho de 2013 | 15h 27
Carlos Eduardo Entini

A cidade e o estado de São Paulo sofreram com o frio nos últimos dias do mês de junho de 1918. No dia 25, a temperatura chegou a -3ºC na capital. Não foi neve como se costuma a dizer, mas geada. Nas várzeas do Tietê, perto da Ponte Grande, o gelo acumulado chegou a três centímetros. No bairro das Perdizes, a "50 metros acima da várzea do Tietê, a geada produziu uma camada de um centímetro de grossura".

O Estado de S. Paulo - 26/6/1918

Serviço de meteorologia previu as geadas na capital e interior

No dia seguinte o fenômeno se repetiu e as temperaturas ficaram entre um e dois graus negativos. O Estado relatou a formação de gelo em diversas regiões. "Todos os depósitos de água expostos ao ar amanheceram congelados". Do fundo de um dos lanchões encostados na Ponte Grande, "foi retirado um grande bloco de gelo sobre o qual puderam sapatear várias pessoas, tal era a resistência".

O Estado de S. Paulo - 26/6/1918

Destruição. No interior de São Paulo a geada destruiu diversas lavouras de café, cana, algodão e mamona. "Segundo o testemunho de pessoas insuspeitas, que temos ouvido, reina o verdadeiro pânico entre os lavradores, sem exclusão da maior parte dos grandes lavradores de café, cujas condições de prosperidade não lhes puderam evitar um considerável abalo, tão grande foi o desastre", registrou o Estado em 29 de junho. Em Jundiaí, dos 6,8 milhões de pés de café existentes nas lavouras da cidade, 2,5 milhões foram "torrados pela geada".

O Estado de S. Paulo - 27/6/1918

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