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São Paulo sem a biblioteca Mário de Andrade

Antiga Biblioteca do Estado ficava na praça João Mendes e tinha 30 mil volumes no século 19

26 de julho de 2013 | 13h 00
Rose Saconi

 
Prédio da Biblioteca Mário de Andrade em fase de construção. Foto: Acervo/Estadão


Antes da fundação da Biblioteca Municipal de São Paulo, hoje 'Mário de Andrade', os paulistanos frequentavam a Biblioteca do Estado, na praça João Mendes. Era ali, em um prédio antigo construído entre 1895 e 1896, que ficava o acervo de 30 mil volumes composto de coleções, algumas inéditas, que foram compradas ou adquiridas por meio de doações. Em 1898, um pequeno registro publicado no Estado, registrou o movimento: "A bibliotheca pública foi consultada, durante o anno, por 4.531 pessoas que consultaram 4.214 obras".



Em 1912 a Biblioteca do Estado foi reformada e novas obras incorporadas ao acervo. As mudanças vieram de um projeto do deputado Freitas Valle. "A reforma da bibliotheca publica é uma necessidade inadiável, pois desde a fundação desse estabelecimento, até hoje, nenhuma modificação soffreu, deixando assim de corresponder amplamente aos fins para que foi criada", defendia o deputado em seu projeto.

A primeira biblioteca pública da cidade foi a "Bibliotheca Municipal de São Paulo" (na grafia da época), oficialmente instituída em 25 de fevereiro de 1925, mas só aberta à comunidade quase um ano depois, em janeiro de 1926. Começou a funcionar em um casarão na Rua 7 de Abril."A nova bibliotheca será innaugurada hoje, às 16 horas e meia", noticiou o Estado.




No início da década de 1930, a biblioteca Pública Municipal já era considerada a segunda mais movimentada do país, atendendo em média 70 mil consultas anuais. Em 1939, com o aumento do acervo decorrente da fusão das bibliotecas Estadual e Municipal, iniciou-se um projeto para a construção de um novo local que deveria ter capacidade para um milhão de livros. Cinco anos mais tarde, em 25 de janeiro de 1942, foi inaugurado o prédio no número 94 da rua da Consolação. "O grandioso edifício, que com seus 22 andares será um dos maiores e mais belos do continente", registrou o Estado. A cidade de São Paulo, na época, tinha pouco mais de 1,5 milhão de habitantes e a nova biblioteca tinha estrutura sofisticada, equipamentos modernos, acervo razoável, espaço suficiente e funcionários competentes para atender aos usuários.




Mário de Andrade
- A biblioteca só ganhou o nome de um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século 20, Mário de Andrade, em 15 de fevereiro de 1960.


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