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Série 'contatos fotográficos' mostra imagens inéditas

Acervo Estadão apresenta tesouros de seu arquivo de mais de 32 milhões de fotogramas

04 de agosto de 2016 | 13h 25
Cristal da Rocha

Cazuza atravessando a rua, se preparando para traçar uma quentinha e fingindo se perfurmar no banheiro. Jorge Ben num banco de parque pertinho da Paulista. Claudia Raia fumando no camarim. Bruna Lombardi fazendo chamego no cachorro. Freddy Mercury e os outros integrantes do Queen de boa na área de lazer do hotel. O vocalista do Iron Maiden arrumando a cabeleira e subindo numa escadinha para melhorar o enquadramento da foto. Michel Temer mais jovem com camisa de mangas curtas. Essas e outras relíquias do arquivo fotográfico do jornal serão apresentadas na série "Contatos fotográficos", que começa a ser publicada pelo Acervo Estadão.


 Cazuza fotografado por Nem de Tal em 13 de março de 1986.

Contato fotográfico é a prova em folha de papel em que todos os fotogramas de um rolo de filme eram mostrados para que os editores escolhessem qual imagem seria publicada no jornal. Se atualmente as máquinas digitais permitem que as fotos sejam transmitidas, publicadas e arquivadas em instantes, até poucos anos atrás o processo analógico demandava tempo para revelação e, principalmente, não era possível verificar antes como o retrato havia saído. Mesmo os tarimbados fotógrafos profissionais só conseguiam visualizar o resultado de seu trabalho após a revelação em laboratório.

O fotógrafo saía da sede do jornal às ruas com um objetivo a registrar, a pauta, equipado com máquinas e filmes analógicos, películas que produziam uma imagem negativa que após ser revelada produzia a foto propriamente dita: o positivo. Ao retornar ao jornal, o fotógrafo entregava os rolos de filmes para o laboratório, onde todas as imagens feitas eram reveladas e de onde saía uma prova em miniatura das imagens a serem escolhidas, o contato.


Hélio Campos Mello selecionando imagens. Foto: Masao Goto Filho/Estadão

Com o contato em mãos, os editores selecionavam e marcavam com lápis coloridos quais imagens seriam utilizadas e solicitavam a ampliação. Essa primeira impressão das imagens era devidamente registrada e seguia para o arquivamento. Já as fotografias ampliadas seguiam para edição e publicação. Neste processo, que ocorreu de 1963 a 2003, centenas de contatos foram revelados, preservados com imagens de momentos que nunca foram antes publicados. Em 40 anos, são 32,4 milhões de fotogramas arquivados e catalogados em 9.258 pastas.

São fotos que não cabiam ao momento da pauta na época, mas que agora revelam detalhes, gestos, sorrisos e o cotidiano de personalidades do Brasil e do mundo que em algum momento viraram matéria nas páginas do jornal. Revelam também a dinâmica do trabalho dos fotógrafos, que precisavam ajustar e aprimorar o olhar até conseguirem a melhor imagem.

Veja abaixo as etapas desse antigo procedimento fotográfico até o arquivamento.

Ficha de entrada no laboratório

  

Negativos preto & branco e coloridos

Envelopes de conservação de negativos

Envelopes de envio de filmes

Verso de folha de contato datilografada

Verso de folha de contato prenchida à mão

Negativo e contatos 


Jean Pierre Appy com negativo e contatos. Foto: Sidney Corrallo/Estadão

Folhas de contatos 

Pastas de contatos


Estantes com pastas de contatos. Fotos: Edmundo Leite e Tiago Souza

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