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Susto e euforia do prefeito

Espetáculo da primeira implosão da América Latina parou a cidade e assustou Olavo Setúbal

11 de março de 2015 | 12h 40
Estadão Acervo


Olavo Setúbal assiste à implosão do prédio Mendes Caldeira. Reginaldo Manente/Estadão

A detonação dos explosivos na implosão do edifício Mendes Caldeira, em 1975, assustou o prefeito Olavo Setúbal, que se encolheu um pouco sobre si, em atitude de defesa. Eufórico, depois de assistir o prédio de 30 andares se transformar em 20 mil toneladas de entulho, Setúbal bateu palmas e declarou "Eu tive a sensação de estar vendo um terremoto".

O espetáculo da primeira implosão da América Latina parou a cidade. O povo começou a chegar no comecinho da madrugada e foram se espalhando nas áreas ao redor do prédio. Às 4 horas, duas mil pessoas foram retiradas da praça da Sé. Passaram para trás de cordões de isolamento. O prefeito, Olavo Setúbal, e sua mulher, Tide, ficaram junto com os convidados, num ponto seguro da praça Clóvis Beviláqua.

Durante semanas, 360 quilos do explosivo tritonita haviam sido colocados em 972 furos, nos pilares de um edifício de trinta andares. O Mendes Caldeira, com seus 364 escritórios, foi implodido para a construção da Estação Sé do Metrô.

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