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Tiro na 'mosca' deu primeiro ouro do Brasil

O Brasil conquistou três medalhas em sua primeira participação olímpica, em 1920

27 de julho de 2012 | 14h 14

 Revista L'Illustrazione Italiana, agosto/1920

Cerimônia de abertura no estádio de Antuérpia

Em sua primeira participação olímpica, em 1920, nos Jogos de Antuérpia, o Brasil conquistou três medalhas, todas em provas de tiro. Era a época do movimento tenentista no país e quase a totalidade dos atletas eram militares. O ouro pioneiro do Brasil chegou das mãos de um deles, Guilherme Paraense, tenente do exército, na prova individual de tiro rápido 25 metros. O advogado Afrânio Antônio Costa ganhou medalha de prata na categoria pistola livre 50 metros. Também nessa especialidade, o Brasil foi bronze por equipes, com Afrânio Costa, Sebastião Wolf, Fernando Soledade, Dario Barbosa e Guilherme Paraense.

“O Brasil foi a única nação que conseguiu derrotar os Estados Unidos nas provas de tiro realizadas durante os jogos olympicos”, comemorou o Estado na edição de dia 5 de agosto de 1920.



Participação confirmada. A delegação pioneira do País era composta por um total de 29 atletas das modalidades de tiro ao alvo, natação, saltos ornamentais, polo aquático e remo. A presença do Brasil na Olimpíada foi negociada com o COI pelo então ministro Raul do Rio Branco. A notícia foi dada pelo Estado em 20 de novembro de 1919, “sob o patrocínio do barão, poderá o Brasil figurar com brilho e êxito na grande olympiada de 1920”.



Ouro histórico. A competição de tiro foi realizada no campo aberto de manobras do Exército belga, em Beverloo. Paraense fez 274 pontos dos 300 possíveis na prova do revólver a 30 m sobre a silhueta humana em pé para ganhar a primeira medalha de ouro. Entre 38 atiradores, foi o único a acertar o alvo na mosca.
O pioneiro ouro histórico do Brasil foi assim registrado nas páginas do Estado: “O primeiro tenente do exército brasileiro Guilherme Paraense foi proclamado officialmente hontem campeão mundial de revólver, com 274 pontos sobre o sr. Bracken, norte-americano”.



Viagem. A viagem dos atletas para a Europa, a bordo do navio Curvello cedido pela Marinha brasileira, foi longa e desgastante. Durou quase um mês e não foi nada fácil. Além de contar com pouco dinheiro para alimentação, a delegação enfrentou vários problemas pelo caminho, como roubo de alvos e munições; dificuldades para cruzar fronteiras e falta de infraestrutura. Mesmo assim, a equipe superou todos os obstáculos e trouxe três medalhas para o Brasil.

“Os tiros de Antuérpia” foi o destaque do Estadinho, edição vespertina que circulou de 1915 a 1921."Contam os jornaes que um patricio nosso derrotou em Antuerpia, numa porfia de tiros de pistola, varias cohortes de pistoleiros universaes..."

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